Notícias


Vinda da Amazon ao Brasil preocupa varejistas brasileiros

Último Segundo

Entrada do site americano, o maior do mundo, foi discutida pelo Grupo Pão de Açúcar durante reunião de planejamento estratégico

Claudia Facchini, de São Paulo

A provável vinda da Amazon, a maior operação de comércio eletrônico do mundo, já está deixando executivos dos grandes sites brasileiros em estado de alerta.

Enéas Pestana, presidente do Grupo Pão de Açúcar, que controla as lojas virtuais do Extra, Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia, afirmou na sexta-feira que a vinda da Amazon ao País foi um dos assuntos discutidos pelos executivos e acionistas durante as reuniões de planejamento estratégico do grupo, realizadas na semana passada.

“Fazemos análises de todos os cenários”, disse Pestana. E a vinda da Amazon foi um deles. Os problemas da B2W, dona da pontocom da Americanas e do Submarino, também entraram na pauta de discussões.

O comércio eletrônico passa por uma nova onda de transformações com o avanço das redes sociais e dos sites de compras coletivas.

Pioneira na internet brasileira com a Americanas.com, a B2W hoje enfrenta uma forte competição no varejo online, que ameaça a sua liderança histórica, de mais de 10 anos. Além da Nova Pontocom, que foi criada em 2009 pelo Grupo Pão de Açúcar e reuniu as quatro operações de comércio eletrônico controladas pela companhia, o Walmart e o Carrefour lançaram seus sites no Brasil nos últimos dois anos.

O comércio eletrônico também vem atraindo a atenção de investidores estrangeiros, como a Dafiti, site que vende calçados e que foi fundado neste ano por executivos alemães.

Carrefour de novo

Segundo Pestana, a hipótese de fusão do Grupo Pão de Açúcar com o Carrefour também foi analisada durante as reuniões de planejamento estratégico, mas apenas como um dos cenários avaliados pela companhia. "Isso é normal. Nós avaliamos cenários de todas as coisas", disse o executivo.

O fato de o assunto ter vindo à tona durante as reuniões teria irritado o Jean-Charles Naouri, sócio do Grupo Pão de Açúcar, que se opõe com veemência à proposta feita por Abilio Diniz, segundo rumores divulgados pela imprensa.

O Casino move um processo contra Diniz em um tribunal arbitral, com sede em São Paulo.