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Três projetos terão investimento de R$ 1,7 bi

  • JEAN GREGÓRIO

A concretização de três grandes projetos de desenvolvimento na qual a Paraíba está inserida mudará o cenário socioeconômico de pelo menos metade dos 223 municípios do Estado. É o que avaliam empresários, economistas, cientistas políticos, técnicos, secretários e ministros quando as obras da transposição do Rio São Francisco, da duplicação da BR-101 e a exploração do petróleo na Bacia do Rio do Peixe forem concluídas. Somente de investimentos diretos, a Paraíba receberá recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão.

Além do impacto no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, os projetos em curso vão criar novas rotas de mercado, atrair investimentos externos do Litoral ao Sertão, garantir a segurança hídrica para regiões com baixa precipitação como Curimataú e o Cariri e gerar milhares de empregos. Para que essas estimativas e projeções se confirmem, “Estado e municípios não podem e não devem ficar inertes até que as obras sejam concluídas. Há todo um planejamento e estratégias a ser estruturado para receber os efeitos benéficos das obras”, exorta o economista Mauro Nunes, que é especialista em planejamento e gestão estratégica.
De acordo com os empresários e economistas, a viabilidade econômica do petróleo vai atrair inicialmente empresas do setor terciário (serviços) e da construção civil para o Sertão (pousadas, habitações e novas estradas), a duplicação da BR-101 vai potencializar o turismo e formará um novo mercado consumidor no denominado “Corredor do Turismo” entre Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco enquanto as águas da transposição do Rio São Francisco beneficiarão diretamente 113 municípios paraibanos (1,4 milhão de pessoas) que terão segurança hídrica em tempo de estiagem e seca. De quebra, deixará mais livre parte dos reservatórios do Estado para desenvolver projetos de irrigação. “Com a transposição, sairemos do Estado mais pobre em recursos hídricos das 27 unidades da Federação para um ‘estado verde’ com possibilidade de irrigação de milhares de hectares em diversas microrregiões do Estado”, prevê o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha.