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Supersimples pode elevar base instalada de certificado digital

A partir do dia 1o de julho, entra em vigência o novo regime de tributação Supersimples, para as micro e pequenas empresas. O novo imposto será recolhido com um único documento de arrecadação e valerá como pagamento de vários tributos da Receita Federal e da Previdência.

Por ser unificado, muitas empresas podem se beneficiar do uso de certificado digital, para atestar a validade de seus contratos e evitar a demora na obtenção de certidões fiscais. Essa é a opinião de Julio Cosentino, diretor comercial da Certisign, uma das autoridades de registro do certificado digital no Brasil. “Com o Supersimples, dois milhões de empresas têm potencial para aderir ao certificado digital”, diz Cosentino. Segundo ele, o Brasil possui hoje em torno de 600 mil certificados em uso, e a expectativa é chegar a um total de dois milhões até o final do ano.

A Certisign, que já emitiu 500 mil certificados, prepara-se para o crescimento da base com a expansão de seus pontos de atendimento, em parceria com a Fenacon, federação nacional dos contabilistas. “Os contadores e as organizações de TI são, em geral, quem encampam os projetos de certificação digital”, diz Cosentino.Outro fator que pode impulsionar o uso é a declaração de pessoa jurídica para a Receita Federal, o DIPJ, com certificação digital, para cerca de 350 mil empresas que declaram seus rendimentos pelo critério de lucro real.

O Supersimples inclui os seguintes tributos: Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), além de ICMS e ISS.