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Supersimples faz novas empresas serem criadas

O crescimento da economia e o Supersimples ajudaram a impulsionar a abertura de novas empresas no Rio Grande do Norte de janeiro a setembro deste ano, trazendo a perspectiva de que o cenário positivo perdure de agora em diante, na visão lideranças empresariais, políticas e especialistas. Segundo dados do relatório estatístico da Junta Comercial do Estado (Jucern), 4.972 estabelecimentos foram registrados no período, um aumento de 22,4% sobre 2006.

As projeções otimistas são baseadas no fato, por exemplo, de o caminho a informações e orientação estar aberto aos que desenvolvem ou planejam desenvolver atividades no estado. Além disso, ações do governo para captar novos investimentos vindos de fora, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, têm despertado uma postura mais agressiva do empresariado local, que quer se tornar mais competitivo expandindo seus negócios.

‘‘Também devemos considerar que o ambiente econômico está seguro e continuamos com o desafio de mostrar aos investidores daqui e de outros lugares que o Rio Grande do Norte é um estado de oportunidades. Vamos manter a postura de diálogo aberto para reduzir a burocracia e agilizar decisões’’, frisou ele, acrescentando, nesse contexto, que o governo já começou a planejar os eventos que serão desenvolvidos em 2008, trabalhando desde o pequeno ao grande empresário, entre outros objetivos, para estimular ainda mais ‘‘implantações’.

O aquecimento da economia, simbolizado no estado pela expansão do setor supermercadista, por exemplo, é apontado também pelo diretor da Cass, Auditores e Consultores, Olegário Prestrelo e pelo presidente da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Marcelo Queiroz. Para o consultor, a evolução do número de empresas abertas não é, entretanto, exclusiva do RN, vem sendo percebida em todo o país.

IMPULSO

Além disso já era esperada como reflexo do Supersimples, capítulo tributário da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que entrou em vigor este ano simplificando a arrecadação de impostos e reduzindo a carga tributária para o setor. Vantagens que, só no estado, atraíram cerca de 30 mil MPEs.

‘‘O novo regime tornou o ambiente favorável para que muitas se formalizassem. Aliado a isso, o acesso à orientação e informações encorajou a criação de novos negócios, por parte, por exemplo, de pessoas que ficaram desempregadas’’, analisa.

O diretor superintendente do Sebrae RN, uma das entidades que mais levantou a bandeira da Lei Geral, José Ferreira de Melo Neto faz coro. ‘‘O Supersimples foi um grande avanço, mostrou as micro e pequenas que é melhor trabalhar na formalidade. Está aí então a resposta’’.

Os dados da Jucern, órgão vinculado à pasta de Marcelo Rosado, revelam ainda que o cenário econômico também está favorecendo a abertura de novas filiais em plano local. No acumulado de janeiro a setembro o aumento foi de 15,93%, com o número de estabelecimentos abertos passando de 634 no mesmo período de 2006 para 734 este ano. Segundo o relatório do total de empresas registradas até setembro desse ano, 2.977 são do tipo empresário individual, 1959 são sociedade limitada, 10 são Sociedades Anônimas e 21 são cooperativas.