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Substituição tributária eleva custos de 56% das empresas

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Lucro daí em quase 50% dos casos, motivado pela necessidade de capital de giro

O regime de substituição tributária — que recolhe o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços no início da cadeia — eleva as despesas administrativas de mais da metade das empresas, especificamente 56,7% delas. A informação é de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quinta-feira (18).

Conforme o levantamento, na avaliação de 48,9% dos entrevistados o regime reduz a margem de lucro e, para 36,1%, implica perda de clientes.

O levantamento aponta que a queda no lucro é resultado do aumento das despesas administrativas e dos custos financeiros com empréstimos para capital de giro, pois como tem de antecipar o recolhimento do imposto, muitas vezes o empresário não dispõe de recursos para quitar outros compromissos.

“Além disso, pode ser resultado da estratégia para evitar a perda de clientes, diante de uma eventual alta nos preços devido ao aumento da tributação do ICMS”, diz a Sondagem da CNI.

A substituição tributária atinge uma em cada três indústrias brasileiras. Entre essas empresas, 58,2% rejeitam o regime. A proporção é maior entre as pequenas empresas, atingindo 62,7% delas.

O estudo foi feito entre 4 e 22 de janeiro deste ano com 1.193 indústrias. Dessas, 668 são de pequeno porte, 339 são de médio porte e 186 de grande porte.