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Seguro-desemprego tem saque recorde e conta do FGTS piora no semestre

Folha Online

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 12h11.

A queda na geração de empregos com carteira assinada no início de 2009 provocou saques recordes no seguro-desemprego e uma piora nas contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no primeiro semestre.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, os saques do seguro-desemprego somaram cerca de R$ 10 bilhões nesse período. O número representa um aumento de 41% em relação aos saques realizados no mesmo período de 2008.

De acordo com o ministro, o valor é recorde para o governo Lula. "No governo Lula, é recorde esse pagamento", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O aumento se deve, segundo o ministro, ao aumento do desemprego na virada do ano, ao reajuste do salário mínimo e ao pagamento extra do seguro para os trabalhadores demitidos por causa da crise.

FAT

O pagamento do seguro-desemprego é feito com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). De acordo com o ministério, esse fundo fechou o semestre com um resultado positivo de R$ 1,7 bilhão. O dado representa uma piora de 70% em relação ao primeiro semestre de 2008.

O número é a diferença entre o dinheiro das contribuições feitas pelas empresas por meio do PIS/Pasep e os pagamentos feitos aos trabalhadores.

Lupi prevê uma melhora nos próximos seis meses com a recuperação do emprego formal. "A tendência no segundo semestre é ter um saldo [do FAT] melhor que no primeiro semestre, devido ao aumento do emprego formal", disse o ministro.

FGTS

Segundo o Ministério do Trabalho, dados parciais mostram que o FGTS fechou o primeiro semestre com uma arrecadação líquida de R$ 2,3 bilhões. O número é a diferença entre os depósitos feitos pelas empresas e os saques realizados pelos trabalhadores no período.

O dado representa uma queda de 33% em relação à arrecadação registrada no mesmo período de 2008.

Lupi afirmou que, apesar dessa piora, o Fundo continua com recursos suficientes para atender suas obrigações, tanto em relação aos trabalhadores demitidos como no financiamento imobiliário.

"Apesar da crise, o FGTS continua muito saudável, com uma arrecadação superior às suas despesas, apesar das demissões ocorridas entre novembro e janeiro", afirmou Lupi.