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Recursos do BNDES darão fôlego às empresas

Tribuna da imprensa online

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou que sem a equalização das taxas os juros cobrados por exemplo nas linhas de capital de giro subiriam de 8,5% para cerca de 9% nos empréstimos feitos diretamente no BNDES e para até 11% nos financiamentos do banco intermediados por outros agentes financeiros.

Ele disse que as linhas de financiamento da autarquia para os setores afetados pelo câmbio abriram uma janela para que essas empresas, que estão sobre pressão, possam ganhar um fôlego e investir num processo de melhoramento da qualidade de seus produtos.

Segundo o presidente do BNDES, é preciso enobrecer, melhorar a qualidade e dar design aos produtos para aumentar o valor agregado. "Será difícil para o Brasil concorrer em produtos padronizados. Esse programa visa a permitir esse salto de competitividade para esses setores", disse Coutinho. Ele informou que a linha de pré-embarque para exportações será em reais e não trará dólares para o mercado de câmbio.

"Isso também dá uma pequena ajuda na questão da taxa de câmbio", ressaltou. Coutinho disse que o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, tem conduzido reuniões de trabalho com os setores eletroeletrônico e automotivo e que um conjunto de novas medidas será anunciado mais adiante.

Coutinho afirmou que novas medidas de estímulo aos setores automotivo e de eletroeletrônicos deverão ser anunciadas pelo governo. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, não quis dar detalhes das propostas em estudo, mas explicou que o setor automotivo está chegando ao pleno uso da capacidade instalada e precisa fazer grandes investimentos.

"Eles não podem esperar o ano que vem quando a capacidade estará no limite", disse Jorge. No caso dos eletroeletrônicos, Coutinho explicou que o objetivo é desenvolver o setor para enfrentar a nova fase da tecnologia, que envolve TV digital, banda larga entre outras inovações. O presidente do BNDES disse também que o objetivo é fortalecer a capacidade de oferta de equipamentos de tecnologia no Brasil, reforçando as empresas instaladas aqui e estimulando a criação de novas empresas, especialmente as inovadoras.