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Quase um ano sem juros

JORNAL DA TARDE

Grandes lojas do setor parcelam o valor que o cliente pagaria à vista em até 11 vezes

Marcos Burghi, [email protected]

Que tal reformar ou construir sua casa com prazos de pagamento mais folgados, que chegam a quase um ano e ainda por cima sem a cobrança de juros? Pois isso já é possível nas grandes redes de lojas do setor, onde o cliente pode dividir de três a 11 vezes o valor que pagaria à vista pela compra.

Esse parcelamento máximo de onze vezes, por exemplo, é oferecido pela rede DiCico nas compras feitas com o cartão de crédito que leva a bandeira da loja. As parcelas, porém, devem ter valor mínimo de R$ 150. O consumidor pode ainda dividir o pagamento em até oito vezes, no cheque, desde que o valor da parcela seja igual ou superior a R$ 250. Este também é o valor mínimo exigido para o parcelamento em seis vezes com os demais cartões de crédito.

Segundo Carlos Roberto Corazzin, diretor de marketing da empresa, também há um plano em três vezes, cuja primeira parcela será paga em até 120 dias. Neste caso, o valor mínimo de cada pagamento deve ser de R$ 833,34.

Na disputa pelo consumidor, a rede C&C também oferece planos de compra que procuram alinhar prazo longo sem a incidência de juros. Nas lojas da rede, o cliente encontra parcelamento em até dez vezes. A estratégia é semelhante à do concorrente: há exigência da parcela mínima de R$ 50 e a compra deve ser feita com o cartão C&C. De acordo com Mauro Florio, diretor de Marketing da C&C, outra possibilidade é comprar com cheque e dividir a compra em dez parcelas. O valor mínimo da prestação é R$ 100.

Na rede Leroy Merlin, o maior plano sem a cobrança de juros é o de oito vezes para pagamento em cheque. Cada parcela deve ter valor mínimo de R$ 100, no entanto, é preciso arcar com a Taxa de Abertura de Crédito (TAC) de R$ 15 – financiada e diluída nas prestações.

Na rede Telha Norte, o maior prazo sem juros pode ser obtido na compra em até dez vezes. A vantagem é que o consumidor opta pelo pagamento em cheque ou cartão de crédito. Outra facilidade: os valores mínimos e máximos de pagamento são negociados diretamente com o gerente de cada unidade.

Aprovação de crédito

A possibilidade de oferecer prazo maior para a compra de material de construção passa, invariavelmente, pela necessidade de aprovar o crédito. Na Dicico, por exemplo, as compras com cartão de marca própria passam pela aprovação do Banco do Brasil. Já as operações com cheque são analisadas pelo Banco Panamericano. Há a cobrança de TAC (R$ 15). Em ambos os casos, a parcela do financiamento não pode ultrapassar 35% da renda do cliente. É preciso ainda apresentar comprovante de renda, CPF e documento de identidade.

A rede C&C, nas operações com cheque, cobra TAC de R$ 15. É necessário apresentar comprovantes de renda e residência, além de CPF e RG. A rede Leroy Merlin, assim como as concorrentes, não exige renda mínima para as compras, mas é preciso aprovar o crédito.