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Previdência tem arrecadação recorde

Receita líquida de setembro foi de R$ 11,392 bilhões; segunda maior da história, só superada pelo mês de agosto deste ano
São Paulo – A arrecadação líquida da Previdência Social aumentou 4,2% em setembro deste ano em relação ao mesmo mês de 2006, passando de R$ 10,932 bilhões para R$ 11,392 bilhões. A receita líquida de setembro é a segunda maior da história, só superada pelo mês de agosto deste ano, informou o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Em agosto, a receita líquida da Previdência Social atingiu R$ 11,713 bilhões, porque a Secretaria do Tesouro Nacional repassou R$ 240 milhões ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O valor é relativo à parte da arrecadação do Simples, que deveria ter entrado no caixa da Previdência em meses anteriores.

As despesas subiram em setembro 3,2% em comparação com setembro do ano passado, de R$ 19,919 bilhões para R$ 20,550 bilhões. Mas Schwarzer explicou que a antecipação do pagamento de metade do 13º aos aposentados elevou as despesas de setembro. Em agosto, os gastos totalizaram R$ 14,306 bilhões.

Segundo a Previdência, nos próximos balanços, as despesas voltarão à casa dos R$ 14 bilhões e só terão novo impacto em dezembro, quando será pago o restante da gratificação natalina.

Devido ao pagamento antecipado do 13º, o déficit da Previdência, em setembro, ficou em R$ 9,157 bilhões, resultado 1,9% acima do registrado no mesmo mês do ano passado, de R$ 8,987 bilhões. Schwarzer afirmou que o impacto será compensado em dezembro, quando as empresas pagam o 13º salário aos seus empregados, o que provoca aumento na arrecadação do INSS.

Emprego

O resultado de setembro, segundo Schwarzer, aponta melhoria nas contas da Previdência, principalmente devido ao crescimento do emprego com carteira assinada. A trajetória continua muito favorável por causa do mercado de trabalho, afirmou.

De janeiro a setembro, houve crescimento de 9,5% nas receitas líquidas da Previdência, enquanto as despesas subiram 7,1%. No ano, o déficit cresceu 0,9%, de R$ 35,866 bilhões, em 2006, para R$ 36,182 bilhões, neste ano.

Com o resultado de setembro, a Previdência alterou sua previsão para as contas deste ano: a necessidade de financiamento para 2007 deve ficar em R$ 44,4 bilhões, e não mais nos R$ 44,6 bilhões da última estimativa. O déficit só não vai ficar abaixo dos R$ 44 bilhões, explicou Schwarzer, porque a dotação orçamentária para atendimento a sentenças judiciais subiu de R$ 4,746 bilhões para R$ 5,507 bilhões. Ele ressaltou, entretanto, que a previsão, no início do ano, era de déficit de R$ 47 bilhões.

Folhapress