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Petrobras espera resposta da Bolívia até amanhã; reunião de hoje não trouxe “mudança”

Publicado em:

UOL

Da Redação
Em São Paulo

A Petrobras e o governo boliviano não chegaram a um acordo, na reunião desta quarta-feira em La Paz, sobre a venda das duas refinarias da estatal localizadas no país vizinho.

A empresa brasileira vai esperar uma resposta até amanhã, prazo que estava estipulado desde segunda-feira. Se não se chegar a um consenso, o Brasil deve recorrer à arbitragem internacional, como haviam dito o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Petrobras.

Sem avanços
"No encontro, a Petrobras apresentou sua proposta e não houve nenhuma mudança", declarou Fernando de Freitas, presidente da filial boliviana da multinacional brasileira, que estava acompanhado por três funcionários de alto escalão da empresa.

"O ministro (dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas) e o governo (boliviano) receberam e entenderam a proposta e vão fazer suas avaliações", destacou Freitas, enfatizando que a Petrobras "mantém o prazo de quinta-feira" para concluir a operação.

Os termos da proposta continuam sendo confidenciais. Ouvido pelos jornalistas, Freitas afirmou taxativamente: "Viemos aqui para esclarecer as condições da proposta; não vamos dar mais nenhuma declaração".

A Petrobras não diz oficialmente quanto está pedindo pelas refinarias. Nos últimos dias, as especulações sobre o valor variaram entre US$ 112 milhões e US$ 200 milhões. A empresa pagou US$ 100 milhões pelas duas unidades em 1999.

O governo boliviano também não informou quanto ofereceu à Petrobras pelas duas refinarias. As especulações ficam entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões.

Nacionalização
Desde o decreto de nacionalização dos hidrocarnonetos no ano passado na Bolívia, o presidente Evo Morales vem manifestando seu desejo de recuperar para o Estado o controle das refinarias estrangeiras. No Brasil, o presidente Lula pediu um "preço justo" para as refinarias.

As duas refinarias da Petrobras em questão processam em média 40.000 barris diários de petróleo e suprem toda a demanda interna de gasolina da Bolívia e mais 70% de sua demanda de diesel.

Segundo o ministro Carlos Villegas, com esta medida "a Bolívia receberá US$ 194 mil por dia, US$ 5,8 milhões por mês e US$ 70 milhões por ano de renda extra".

A Petrobras afirmou em comunicado divulgado segunda-feira que "caso não se chegue a um acordo, recorrerá a todas as instâncias judiciais adequadas para preservar os direitos de seus acionistas".

(Com informações da France Presse)

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