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País crescerá 5% em 2008, dizem os industriais

Paula Andrade
 


 

Impulsionada pela forte demanda interna e pelos gastos com investimento, a economia brasileira tem condições de crescer cerca de 5% em 2008, conforme estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar do percentual elevado, a projeção é inferior ao número estimado para 2007, que é de 5,3%. Para a entidade, a valorização do real; o aumento dos gastos públicos; e a necessidade de investimentos em infra-estrutura ameaçam o crescimento.

A CNI afirma ainda que o aumento dos gastos públicos acaba por pressionar a arrecadação. "Apesar de esperarmos um crescimento menor, o cenário é benigno", destacou o coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. A estimativa da CNI para o crescimento em 2008 coincide com a previsão do Ministério da Fazenda, que também projeta, até o momento, um aumento de 5% para o PIB.

Nas contas da CNI, o fim da CPMF em 2008 fará com que o governo tenha dificuldades para cumprir a meta de superávit primário, conforme o documento Informe Conjuntural de dezembro. A entidade projeta para 2008 um superávit primário de 3,2% do PIB, enquanto que a meta do governo é de 3,8%. O governo, no entanto, pode descontar desta meta 0,5% do PIB referente ao Programa Piloto de Investimento (PPI) do Fundo Monetário Internacional (FMI).