Notícias


Operação para combater fraudes à Receita confisca ilha na Bahia e prende 18

Jornal do Brasil

Depois de 18 prisões para combater fraudes à Receita Federal, através da Operação Alquimia, a Polícia Federal informou que uma ilha, na Bahia, foi confiscada. Ela pertenceria ao grupo investigado.

A ação, realizada em 17 estados e no Distrito Federal, busca combater suposta organização criminosa que, de acordo com as investigações, seria composta por quase 300 empresas suspeitas de fraudar o Fisco, além derecuperar R$ 1 bilhão desviados por grupos empresariais, em sua maioria ligados ao ramo de produtos químicos.

São cumpridos 31 mandados de prisão, 129 de busca e apreensão e 63 conduções coercitivas. Os policiais vasculham residências e escritórios dos suspeitos.

Entre os estados onde ocorre a operação estão Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe.De acordo com a PF, ações apenas de sequestro de bens acontecem também nos estados de Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Piauí, além do Distrito Federal.

Durante as investigações, a PF encontrou indícios de diversos crimes, comosonegação fiscal, fraude à execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Justiça Federal também decretou o sequestro de bens, incluindo veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.

A investigação começou há quase dez anos, em 2002, e está sendo considerada a maior operação do gênero na história do país.Os investigadores descobriram o envolvimento de fundos de investimentos e "factorings". Entre os artifícios de sonegação estava a declaração de bens como carretas e caminhões aos quais era atribuído o valor de apenas R$ 1 cada. As empresas investigadas pela Operação Alquimia atuam em diversos ramos: produtos químicos, transportes, eventos em geral, alimentos, fomento mercantil, locação de banheiros químicos, assessoria e consultoria, participações em outras empresas e administração de bens móveis e imóveis.

A PF disse que cerca de 50 empresas "laranjas" foram criadas para beneficiar a principal empresa do grupo, cujo nome ainda não foi divulgado.

Em São Paulo, a PF prendeu a doméstica Vanuza Ribeiro, na favela de Jardim Colombo. Ela foi liberada após prestar depoimento. Já em Brasília, os agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva de um empresário no Lago Sul, área nobre da capital.