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Ofertas que valem milhões

Grandes redes varejistas contabilizam os lucros das liquidações de janeiro.

Os grandes varejistas já comemoram o sucesso das tradicionais liquidações de janeiro. A rede Magazine Luiza, com 447 lojas, por exemplo, faturou R$ 80 milhões na última sexta-feira, durante a 16ª Liquidação Fantástica, pela primeira vez realizada na Região Metropolitana de São Paulo. O resultado superou a expectativa inicial em

R$ 10 milhões e representou crescimento de 30% sobre igual evento de 2008.

A participação das 50 unidades da marca na Grande São Paulo, onde a Magazine Luiza está desde setembro passado, foi um dos destaques feitos pelo diretor de Marketing e Vendas, Frederico Trajano. Segundo ele, as unidades da região foram responsáveis por 20% de todo o faturamento da liquidação. "A entrada em São Paulo foi crucial para esse maravilhoso desempenho", declarou Trajano. Para os estimados 4 milhões de consumidores que passaram pelas lojas, em muitos casos enfrentando longas filas para entrar, o grande atrativo foram os preços, com descontos de até 70%.

No mesmo dia, o Ponto Frio também declarava que o resultado parcial do seu Dia D – prorrogado até sábado – já superava a performance da liquidação realizada em janeiro de 2008. A rede não divulga números, mas projetava que as vendas do dia seriam equivalentes ao faturamento alcançado em quatro sábados e superavam, segundo a empresa, a "Grande Liquidação" de janeiro de 2008.

Na Casas Bahia ainda não há balanço da liquidação iniciada dia 2 de janeiro. Seus descontos, de até 70%, serão mantidos enquanto durarem os estoques. As ações valem para os dez estados em que atua, além do distrito federal, e para todas as linhas de produtos.

Estratégia nota cem – A movimentação da concorrência mudou a estratégia da Lojas Cem para este janeiro. Em vez de promoções com venda do mostruário e ponta-de-estoque, ela ofereceu todos os produtos com o preço normal parcelado, com financiamento próprio, em dez vezes, com ações nos dias 2, 3, 9 e 10. O resultado foi excepcional, diz o supervisor geral Valdemir Colleoni. "O faturamento de cada dia foi 10% maior que o do melhor dia de dezembro". Colleoni explica que esse tipo de promoção não compensa financeiramente. "Mas seria muito danoso ficar fora."

Ele estima que sem a ação perderia cerca de 60% das vendas para a concorrência. "Não é só preservar o cliente que temos, mas conquistar a clientela que não temos". Essas pessoas, argumenta, voltarão por dez meses seguidos às lojas. Ele acredita que as 174 unidades da rede – 70% na Grande São Paulo – contabilizaram 25 mil vendas diárias durante a promoção, gerando dados cadastrais de cerca de 100 mil consumidores. A rede, garante, está capitalizada e manterá os financiamentos à clientela.