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O que esperar dos mercados brasileiros com a conquista do investment grade?

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UOL Economia

SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor´s anunciou, nesta quarta-feira (30), a elevação do rating do Brasil a grau de investimento. A notícia surpreendeu por ter sido reportada em véspera de feriado nacional e antes do que esperava o mercado. "Eu imaginava que isso ia acontecer no terceiro trimestre", confessa Clodoir Vieira, economista da corretora Souza Barros.

Veja o que acontece com suas aplicações

O economista acredita que a nova posição do País em relação ao risco deve repercutir novamente na sexta-feira (2), quando o mercado volta a operar depois da celebração do dia do trabalho. "Ainda vamos ver alguma alta em curto prazo, mas somente na semana que vem vai dar para sentir melhor qual será a tendência em bolsa", avalia.

Investimento estrangeiro

Em relação ao longo prazo, o País estará menos suscetível aos desdobramentos da crise norte-americana, julga Vieira, e mais atraente ao capital estrangeiro – tanto para investimentos financeiros quanto físicos.

"Como sabemos, o fluxo de recursos estrangeiros para investimento em bolsa deverá crescer com mais consistência, principalmente por conta de fundos que só podem investir em países com menor grau de risco, como o Brasil neste momento", avalia Fabio Anderaos de Araújo, analista da Itaú Corretora.

Bancos beneficiados

"Com a elevação do Brasil à categoria de investment grade pela S&P, as ações de bancos tendem ser mais beneficiadas no curtíssimo prazo, porque eles são o principal termômetro da economia. Em seguida, o efeito, positivo, se dará de maneira mais difusa, privilegiando empresas com fundamentos mais sólidos e também com ações com maior liquidez em Bolsa", avalia Anderaos.

Já Vieira acredita que a nova classificação do Brasil pode beneficiar todo o setor empresarial, principalmente àquelas companhias que necessitem de financiamentos, pois agora a captação no exterior será mais fácil.

Anderaos ainda destaca, em comunicado enviado a clientes, que "a área de análise estará revendo seus parâmetros de valuation, incorporando um menor spread e isso elevará o upside de várias ações".

Câmbio e Selic

A LCA Consultores divulgou comunicado em que corrobora a perspectiva de aumento da entrada de recursos: "a promoção do Brasil a investment grade, ao abrir os mercados domésticos a um escopo maior de investidores institucionais estrangeiros, tende a reforçar a entrada de capital externo no País".

Por este motivo, a consultoria reitera sua avaliação de que o câmbio doméstico atravessará este ano e o próximo sobre pressão de apreciação do real, e que a redução da Selic poderá ser retomada em médio prazo.

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