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O que é o “14º salário” e o que muda com o novo IR em 2027

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Portal Contábeis

Isenção do IR para renda até R$ 5 mil aumenta o dinheiro no bolso; veja como funciona.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil mensais passou a ser associada à expressão “14º salário” após declarações do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, sancionada em 2025 e vigente desde 2026, altera a tributação de milhões de contribuintes ao reduzir ou eliminar a retenção mensal do imposto, aumentando a renda disponível ao longo do ano.

Na prática, o termo não representa a criação de um benefício formal, como ocorre com o 13º salário. Trata-se de uma forma de ilustrar o efeito financeiro da isenção: valores que antes eram recolhidos pelo governo permanecem com o contribuinte, impactando diretamente o orçamento mensal.

Como funciona a nova faixa de isenção do IR

A mudança estabelece que trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixam de pagar Imposto de Renda. Com isso, a retenção na fonte é eliminada ou reduzida, dependendo da faixa salarial.

O efeito ocorre de forma contínua, mês a mês, diferentemente de benefícios pagos em parcela única. Isso significa que o ganho não é concentrado em um período específico, mas distribuído ao longo do ano.

A associação com um “14º salário” decorre da soma dos valores economizados durante os 12 meses do ano. Em determinados casos, o montante acumulado pode se aproximar de um salário adicional.

Um exemplo divulgado pelo governo indica que um trabalhador com renda próxima a R$ 4,8 mil mensais pode deixar de pagar cerca de R$ 4 mil em Imposto de Renda ao longo do ano, valor que permanece disponível para consumo, poupança ou outras finalidades.

Impactos para contadores e planejamento tributário

Para profissionais da contabilidade, a mudança na faixa de isenção exige atualização nos cálculos de folha de pagamento e retenção do IR na fonte, além de revisão de rotinas relacionadas à apuração mensal.

Outro ponto relevante é a orientação aos contribuintes sobre o impacto real da medida, evitando interpretações equivocadas de que se trata de um pagamento adicional. O benefício ocorre por meio da redução da carga tributária, e não pela criação de nova remuneração.

A alteração também pode influenciar o planejamento financeiro e tributário, especialmente em decisões relacionadas à organização de rendimentos e deduções ao longo do ano-calendário.

Além disso, a nova faixa de isenção pode impactar a base de contribuintes obrigados à entrega da declaração, exigindo atenção às regras vigentes e às atualizações anuais da Receita Federal.

Efeitos na declaração do Imposto de Renda

Embora a mudança tenha começado a produzir efeitos mensais em 2026, seus reflexos completos aparecem na declaração do Imposto de Renda entregue em 2027, referente ao ano-calendário anterior.

Isso ocorre porque a apuração anual considera todos os rendimentos e tributações do período, consolidando o impacto da nova política de isenção.

De acordo com dados do governo, cerca de 15 milhões de contribuintes passam a ficar isentos do pagamento do Imposto de Renda com a nova faixa. Além disso, outros milhões terão redução no valor devido.

A política também prevê ajustes na tributação de rendas mais elevadas, com o objetivo de reequilibrar a carga tributária entre diferentes faixas de renda.