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Novas medidas a caminho

Construção está na lista de setores a serem ajudados pelo governo, que conta com investimentos da Petrobras
 

 

Raul Pilati
Da equipe do Correio

 

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Breno Fortes/CB/D.A Press – 8/10/08
Crédito ao setor da construção apenas sustenta as obras em andamento e não garante expansão
 

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O governo estuda novas medidas para estimular a economia. “Não serão as últimas ações”, adiantou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse que mais incentivos estão sendo preparados para o setor de construção civil, um dos pilares que tem chance de sustentar o crescimento em 2009, segundo a análise feita no Ministério da Fazenda. O estímulo seria para as habitações populares. Mas Mantega não quis revelar detalhes.

Manter elevada a atividade das empresas da construção civil é essencial para a economia do país. O setor é um dos principais responsáveis pelos investimentos capazes de suportar um crescimento de médio e longo prazos. As medidas para o segmento adotadas até agora — como a linha de crédito de R$ 3 bilhões aberta pela Caixa Econômica Federal — tiveram como objetivo impedir que as obras em execução fossem interrompidas.

O próprio secretário de Polícia Econômica do Ministério, Nelson Barbosa, admite que novos lançamentos de prédios vão depender da “reavaliação” do cenário pelas empresas. Mas ressalta que o governo conta com outros dois pilares para não deixar os investimentos despencarem: o cumprimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a Petrobras.

Barbosa destaca que, mesmo que não esteja dentro das metas de prazos programadas, o PAC vem aumentando os desembolsos, estimulando a economia. Este ano, o programa deve pagar R$ 28 bilhões em obras executadas, equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2009, ele espera que os pagamentos às construtoras cheguem a R$ 34 bilhões, ou 1,2% do PIB, acelerando a economia.

A outra fonte crucial de investimentos é a Petrobras, maior empresa da América Latina. Os gastos da gigante no ano que vem devem chegar a 1,9% do PIB, superando a previsão inicial de 1,6%. O secretário, entretanto, não quis entrar na discussão sobre a fonte de financiamento para a estatal que, em novembro, precisou recorrer a um empréstimo de R$ 2,7 bilhões de bancos estatais para fechar suas contas do mês.

Renda
Enquanto tem esperança de manter os investimentos em 2009, os economistas do governo já não contam com a mesma força da renda dos brasileiros. Barbosa estima que as despesas das famílias, um dos principais motores da economia em 2008, devem crescer entre 4% e 5% no próximo ano. Será uma forte desaceleração, pois entre julho e setembro deste ano, subiram 7,3% em relação a igual período de 2007.

O secretário olha com esperança para uma retomada da atividade no segundo semestre do ano que vem. Até lá, crê, os efeitos nas medidas antirecessivas tanto no Brasil quando nos países desenvolvidos terão produzido efeitos positivos. E aponta três fatores que podem reverte a desaceleração econômica: as taxas de juros no mercado futuro em queda, o fim do pessimismo exagerado que se instalou entre os consumidores e as ações do governo. <!–


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Vânia Cristino
Da equipe do Correio

Pela primeira vez desde 1997, o sinalizador da produção industrial — um indicador construído pela Fundação Getúlio Vargas e que procura antecipar o índice da produção física do setor industrial de São Paulo, que é calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — prevê uma redução de 6% no mês de novembro. É a maior queda desde a crise asiática, que teve reflexos profundos sobre a economia brasileira, com elevação brutal da taxa de juros e queda do nível de emprego e renda.

Segundo o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Paulo Picchetti, o indicador registra o início de uma desaceleração forte no nível de atividade das indústrias instaladas no estado. “Marca a reversão de um ciclo de crescimento “, observou. O pesquisador disse que é difícil prever a extensão e a duração dessa crise. A indústria paulista responde por cerca de 40% do parque industrial do país. Para o pesquisador, os efeitos da desaceleração serão ainda detectados na área do emprego e da renda dos trabalhadores.

Embora seja apenas um sinalizador, o índice SPI vem se mostrando, ao longo do tempo, bastante próximo à medição real, que é feita pelo IBGE. A aderência entre os dois dados comprova que a tendência apurada pelos pesquisadores da FGV acaba sendo reforçada pela captação de dados feita pelo IBGE. Em outubro, por exemplo, enquanto o sinalizador apontava uma retração de 0,4%, o índice real captado pelo IBGE ficou negativo em 0,2%.

A desaceleração da atividade industrial pode ser vista em outras formas de comparação. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, por exemplo, a taxa positiva de 2,5% registrada em outubro cairia para menos 6,3%. No acumulado de 12 meses, a taxa de variação positiva se reduziria de 8% em outubro para 6,7% em novembro.
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–>Marcelo Rocha
Da equipe do Correio