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Nota fiscal eletrônica combate informalidade

Tribuna da imprensa online

O principal benefício proporcionado com a implantação na nota fiscal eletrônica no Brasil será o combate à informalidade. É o que avaliou ontem o gerente da área de impostos da Ernst & Young, Roberto Paiva. Ele destaca que, com a medida, o Fisco passará a ter mais controle – e em tempo real -, sobre as operações de venda e compra de mercadoria por parte das empresas.

A implantação da nota fiscal eletrônica é um projeto nacional liderado pela Receita Federal do Brasil e com adesão de todas as secretarias da Fazenda nos Estados da União. Desde o começo desde mês, os fabricantes e distribuidores de combustíveis e também de cigarros passaram a ser obrigados a emitir o documento, mas, gradativamente, todos os setores serão obrigados a aderirem a esse modelo eletrônico a partir do dia 1º de setembro.

"A Receita Federal tem divulgado o ano de 2011 como data final para a aderência de todas as empresas estabelecidas no Brasil. A partir dessa data, todas as pessoas jurídicas estarão neste ambiente digital", informa Paiva. Para a implantação da medida, ele explica que, em termos de investimento, houve uma "divisão de responsabilidades":

"Na parte da administração pública, o programa contou com financiamento externo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por sua vez, redistribuiu essa linha de crédito para a Receita Federal e para os Estados também investirem em estrutura, treinamento e demais necessidades para dar andamento à implantação", informou.