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Normas internacionais sinalizam avanço para contabilidade do País

Fernando Teixeira

ATIBAIA – A área contábil, com a mudança para a normatização internacional, vislumbra avanços significativos para o Brasil, devido à quebra de paradigmas que deverá fazer com que o investidor estrangeiro entenda as peças contábeis, colocando o setor em sintonia fina com o resto do mundo. O assunto está sendo discutido por empresários e especialistas do ramo contábil, reunidos ontem e hoje, em Atibaia, interior de São Paulo, no 21º Encontro das Empresas de Serviço Contábeis do Estado de São Paulo (Eescon).

O evento recebeu cerca de mil pessoas interessadas em discutir os melhores rumos para a contabilidade no Brasil. De acordo com José Maria Chapina Alcazar, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon), o cenário de mudanças com a normatização de enfoque internacional é o começo da redução burocrática no mercado, que também acontece em meio a uma mudança no perfil dos especialistas no setor.

"Os avanços tecnológicos, a internacionalização da contabilidade, a nova lei contábil e a concorrência do mundo globalizado estão imprimindo um novo contorno à nossa atividade", destacou, lembrando também as tradicionais lutas contra a alta carga tributária. Durante o encontro em Atibaia, o presidente da entidade ressaltou que o setor "deve estar preparado para oferecer serviços de excelência aos empresários, e à nação. Por isso, idealizamos este Eescon com o intuito de proporcionar conhecimentos, reciclagem e troca de experiências entre os empresários contábeis", enfatizou.

Quanto aos negócios do setor contabilista no Brasil, Chapina é dos mais otimistas e faz um discurso que vai totalmente contra a corrente de outros segmentos, que, mais voláteis, começam a acender a luz de alerta de olho no impacto da crise internacional, como o mercado imobiliário e o de itens importados, por conta da crise dos bancos externos.

Para ele, felizmente o setor por enquanto só tem a comemorar. "Vejo o mercado aquecido como nunca esteve antes, para os bons profissionais, os profissionais de excelência. Temos um avanço de mercado, com a geração de novos segmentos econômicos, das empresas estrangeiras vindas ao Brasil pelas novas normas de contabilidade. Nunca o profissional foi tão respeitado e valorizado como é agora. Temos carência de profissionais habilitados e com formação técnica."