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Mercado está aquecido para o desenvolvedor

No início de carreira, salário gira em torno de R$ 1,5 mil e pode chegar a R$ 10 mil para um profissional gabaritado

Não há monotonia no dia-a-dia de quem se especializa no desenvolvimento de aplicativos para celulares. A carreira é muito dinâmica e oferece rápida ascensão, caso o profissional saiba aproveitar as oportunidades. Mas é preciso ficar de antena e celular "ligados", pois há novidades praticamente todos meses.

"Existe uma demanda alta por profissionais e com poucas ofertas no mercado", avalia diz Lucas Longo, fundador do Iai? (Instituto de Artes Interativas). O executivo conta que recebe ligações semanalmente de empresas que querem contratar ex-alunos.

A rotina de um desenvolvedor inclui reuniões semanais com o gerente de projeto (para atualizar o status da aplicação) e o tempo gasto direto no computador, quando escreve o código propriamente dito. Dependendo da empresa, ele pode também ter contato com o cliente, que vai validar o projeto e requisitar informações e implantações.

"Seu trabalho é basicamente traduzir a ideia do projeto em código/programação para que a ideia funcione no aparelho corretamente", resume Longo, que também é professor e programador de iPhone/iPad.

Boa parte dos desenvolvedores atua por meio de um contrato com uma empresa, podendo tanto ser no regime CLT ou Pessoa Jurídica (PJ). É muito comum que atuem como free-lancers, mesmo quando estão empregados, fazendo hora extra.

O perfil desse profissional é semelhante ao de um programador. No entanto, por causa do dinamismo e da multiplicidade de opções do segmento móvel, ele deve ser um pouco mais polivalente. É recomendável, por exemplo, que conheça várias linguagens para se adaptar aos projetos que chegam. No início de carreira, o salário gira em torno de R$ 1,5 mil. Um profissional gabaritado pode chegar ganhar R$ 10 mil por mês.

Uma dica: é interessante, para se tornar desenvolvedor de aplicativos para celulares, dominar inicialmente uma das plataformas líderes de mercado: Symbian (Nokia), Blackberry, Android ou iOS, da Apple. Mas pesquisar e estudar novos ambientes, como o Windows Phone 7, que tem previsão de chegar ao mercado no final do ano, pode ser uma boa opção, já que a perspectiva de demanda é grande. Linguagem Java também é bastante útil, já que é compatível com diversas plataformas.

Na opinião de Longo, o iOS, roda no iPhone e no iPad, é a plataforma da vez. Mas ele reconhece que o Android começa a gerar interesse considerável. "O mercado está muito aquecido", diz. "Todo mundo quer ter sua marca no iPhone ou ter uma ideia ‘brilhante" para faturar no App Store."