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Melhore drasticamente a utilização de ativos

Por Rita Gunther McGrath e Ian C. MacMillan

Para muitas empresas, a métrica mais importante é o retorno sobre ativos (ROA, return on assets). A idéia é que deve haver acréscimo de valor econômico (muitas vezes expresso em termos de EVA, economic value added) ou, no mínimo, um retorno sobre os fundos empatados no capital (muitas vezes expressos em termos de ROA).

Se der para reduzir os ativos imobilizados nas operações, suas métricas-chave de utilização dos ativos vai melhorar. Se fizer isso para o próprio benefício, os acionistas sairão felizes. Se o fizer pelos clientes, eles ficarão felizes, premiarão sua empresa e, no final, seus acionistas colherão os benefícios.

Vejamos as duas táticas da Quanta Computer (fabricante taiwanesa de computadores fundada em 1988 pelo empresário Barry Lam) para reduzir a intensidade de ativos tanto para si quanto para os clientes. A primeira é que a Quanta atende muitas produtoras de laptops (Apple, Dell, Gateway, Fujitsu Siemens) como fabricante terceirizada e parceira na concepção de produtos — o que significa que distribui os ativos investidos na manufatura com mais eficiência do que qualquer empresa poderia fazer internamente.

A segunda é que a Quanta ajuda seus clientes a reduzir a intensidade de uso de ativos, pois recorrem à Quanta para fabricar parte dos componentes necessários — e de preferência todos. Dessa maneira, a Quanta joga nos dois lados para reduzir a intensidade de ativos. Suas vendas em 2002 ultrapassaram US$ 4 bilhões.

Rita Gunther McGrath é professora associada de administração na Graduate School of Business da Columbia University, em Nova York. Ian C. MacMillan é titular da cátedra Fred R. Sullivan Professor of Entrepreneurial Management na Wharton School, da University of Pennsylvania, em Filadélfia. São autores de MarketBusters: 40 Strategic Moves That Drive Exceptional Business Growth, a ser lançado pela Harvard Business School Press.