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Líder do governo recusa proposta da oposição para adiar para março reforma tributária

Folha Online

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), recusou nesta terça-feira a proposta feita pela oposição de adiar para a segunda quinzena de março a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária. Segundo o petista, a base aliada se dispõe a negociar os pontos controvertidos do texto, mas não aceita deixar de votar a proposta ainda este ano.

Fontana foi até o plenário da Câmara para anunciar a posição do governo, uma vez que os partidos de oposição fazem obstrução às votações, como reação à reforma tributária.

"A oposição nos trouxe uma proposta. Ela pretende que o governo aceite o adiamento para a segunda quinzena de março. O governo não tem essa opinião, mas continua conversando e continua avaliando", afirmou Fontana.

De acordo com o líder, o governo entende que "o melhor para o país é votar a reforma tributária o quanto antes". "Não compreendemos como a melhor opção o adiamento desta votação. O que entendemos é que o quanto antes começar a votação, sem obstrução e com a garantia de que todos os destaques nominais serão votados", disse.

Fontana afirmou que o governo está aberto a negociar os pontos que estiverem em desacordo com o proposto no relatório do deputado Sandro Mabel (PR-GO). "Entendemos que podemos aperfeiçoar o texto de Mabel com as questões que a oposição entender que podem contribuir", disse ele.

Os partidos de oposição, sob orientação do PSDB, DEM e PPS, criticam a forma como o governo negocia a reforma. Vários governadores reagem à unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), além da sua cobrança no destino e a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e as regras que prevêem o fim da guerra fiscal.