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Leão come até 50% dos altos salários pagos no país

O salário norueguês é tão alto que tem atraído trabalhadores de todo mundo e da própria Europa, como o português Júlio Assunção, radicado na Escócia, que trabalha em uma plataforma de petróleo em Stavanger. "O salário é alto e é pago em coroas, que tem se valorizado até mesmo em relação à libra", diz ele, que labuta duas semanas na plataforma e, depois, ganha quatro semanas de descanso na Escócia.

Sua única reclamação são os impostos que precisa pagar: 40% sobre o salário e 30% sobre a ajuda de custo que recebe em passagens aéreas. Imposto, aliás, é a reclamação-padrão de 10 entre cada 10 noruegueses: do motorista de táxi aos proprietários de estaleiros de navio.

Os noruegueses que ganham mais chegam a descontar até 50% do salário para o leão, mas, em compensação, recebem de volta educação e saúde de qualidade e gratuita. Os benefícios sociais proporcionados pelo governo norueguês à população feminina são enormes: a licença maternidade das mulheres, por exemplo, pode chegar a um ano, com 80% do salário (ou oito meses, com 100% do valor); as empresas públicas e de economia mista têm obrigação de reservar 40% de suas vagas a elas; e ainda existe um incentivo financeiro que alguns casais têm a cada filho que possuem, como o Bolsa-Família no Brasil, mas com um valor muito maior (cerca de R$ 3,5 mil mensais).

As vantagens de morar na Noruega são tão grandes que hoje o país já possui 320 mil imigrantes, quase 8% da sua população total, que não chega a 5 milhões. Trabalhadores de todas as partes do mundo, mas especialmente do Leste Europeu e da Ásia, têm sido atraídos pelas boas oportunidades de trabalho no país. E não faltam vagas. Aos noruegueses, sobram os postos de maior remuneração.