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Investidor estrangeiro prevê boom imobiliário no Brasil

Raquel Balarin, Carolina Mandl, Catherine Vieira e Paulo Henrique de Sousa De São Paulo e do Rio

O Brasil começa a ocupar o espaço do México como destino de investimentos estrangeiros no mercado imobiliário latino-americano. Atraídos pela perspectiva de valorização dos ativos com a queda na taxa de juros e a caminhada do Brasil rumo à classificação de “investment grade” (investimento não especulativo), grupos externos têm fincado o pé no setor, com projetos milionários.

A americana Hines associou-se ao fundo de pensão CalPERS, dos professores da Califórnia, para investir US$ 200 milhões em edifícios residenciais e comerciais. A também americana Prudential Real Estate, que administra US$ 23 bilhões em investimentos imobiliários (US$ 1 bilhão no México), está em busca de parceiros locais. Segundo o presidente da empresa, Roberto Ordorica, desde 2000, um em cada US$ 5 investidos no setor imobiliário da América Latina foi destinado ao México. “Dado o cenário positivo para o Brasil, isso deve mudar nos próximos cinco anos. E quem entrar hoje vai pagar menos”.

Um dos motivos que levam os estrangeiros a voltar os olhos ao Brasil é o fato de o preço dos imóveis estar muito alto na Europa e nos Estados Unidos. Pesa, também, a lenta mudança de regras, que hoje dão mais segurança para quem financia o setor.

A expectativa é que o primeiro segmento a se valorizar seja o ligado a empresas – construção de fábricas sob encomenda e escritórios. Mas é no segmento residencial que os preços podem subir mais, caso haja financiamento. Empresas que atuam nesse setor têm obtido sucesso em ofertas de ações. Cyrela, Gafisa, Company e Rossi Residencial já têm papéis negociados em bolsa.

Apesar dos bons prognósticos, ainda há entraves. Um deles é a Lei do Inquilinato, que dá poucas garantias ao investidor.