Notícias


Internet pode baratear energia

estadao.com.br

Uso da rede elétrica para serviço de banda larga será condicionado à redução de custo da luz a consumidores

Gerusa Marques

Componentes.montarControleTexto(“ctrl_texto”)

O uso da rede elétrica para a distribuição de serviços de internet em alta velocidade poderá baratear as tarifas de energia. Proposta da área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que examina o assunto, prevê que 90% da receita obtida pelas distribuidoras de energia com o aluguel dos fios para as empresas de internet terá de ser empregada na redução de tarifas de eletricidade.

A resolução que definirá as regras para o uso da internet pela rede elétrica deve ser votada pela diretoria da Aneel ainda neste mês. O assessor da Superintendência de Regulação da Distribuição, Carlos Mattar, disse à Agência Estado que o critério já é utilizado no aluguel de postes para passagem dos cabos da telefonia. "A distribuidora não tem custo nenhum (com isso)."

Ele explicou que, se houver necessidade de investimento na rede, a empresa de telecomunicações é que arcará com o custo. O mesmo ocorre com os postes. "Ela (a distribuidora) não vai investir um centavo e ainda vai ganhar 10%."

A resolução da Aneel, segundo Mattar, deixará claro que a locação não pode comprometer nem alterar o fornecimento de energia elétrica. Pela legislação, as distribuidoras não poderão operar diretamente os serviços de internet. Se estiverem interessadas em entrar no negócio, terão de criar uma subsidiária específica.

Para definir as regras, a Aneel estudou a experiência internacional, que mostra que vários países já têm utilizado a tecnologia de PLC (Power Line Communication), para prestar serviços de internet em alta velocidade. "Já que a tecnologia existe, e há muitas empresas interessadas, vamos disponibilizar a rede de distribuição para que esse serviço seja prestado, conforme algumas regras estabelecidas por nós."

O relatório da área técnica foi concluído no mês passado, mas foi feita uma alteração a pedido do diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, no artigo que trata da oferta das redes. Hubner quer que as empresas sejam obrigadas a dar publicidade ao aluguel da infraestrutura, para que os interessados saibam que a rede está disponível e possam competir em condições de igualdade.

Até o fim do ano a Aneel deve fixar o valor que as distribuidoras poderão cobrar pelo aluguel dos postes para as empresas de telefonia. Hoje, como não há uma regra, cada uma cobra o que quer. Os preços variam de R$ 1 a R$ 16 por mês por poste, a média é de R$ 3.

A AES Eletropaulo, distribuidora que atende a Região Metropolitana de São Paulo, tem 2,37 milhões de postes, o que gera uma receita estimada de cerca de R$ 7 milhões mensais com cada companhia de telefonia que utiliza sua infraestrutura para passar os cabos.

A definição do valor fixo vai ajudar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no cálculo das tarifas das concessionárias de telefonia fixa, uma vez que será possível saber quanto cada empresa pagou pelo aluguel.

var keywords = “”;