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Indústrias da Paraíba temem onda ameaçadora no setor e querem redução de impostos

Diário da Paraíba

O setor produtivo da Paraíba teme essa “onda ameaçadora que afeta a economia de todo o mundo”. Foi o que revelou o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep) e tesoureiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Francisco Buega Gadelha.

Segundo ele, o estado ainda não sentiu as consequências dos problemas no cenário econômico, mas o setor está preocupado com perda de competitividade em relação aos produtos estrangeiros e quer redução da carga tributária.

“A Paraíba, por incrível que pareça por ser mais pobre, até que está bem ainda. Sem dúvida estamos sentindo a ameaça. Não percebemos ainda um sofrimento em nenhum setor. Nem houve redução de pessoal nem de investimentos”, afirmou.

No entanto, ele contou que, por conta do alerta da economia mundial, várias entidades estiveram reunidas na última quarta-feira na Confederação Nacional da Indústria (CNI) buscando uma forma para que essa onda não se alastre.

“Estamos fazendo uma análise circunstancial de tudo o que está acontecendo para um diálogo com os setores governamentais. Os juros não podem ficar como estão, nem a carga tributária. O custo no Brasil está se elevando. Tudo que se produz está ficando mais caro que os países mais caros do mundo ”, alertou Buega Gadelha.

Para ele, uma das maiores preocupações do setor é a perda de competitividade com os produtos estrangeiros. Ele lembrou que os brasileiros estão gastando cada vez mais em compras internacionais.

“Se compra uma passagem aérea para Miami e compra roupas e eletrônicos mesmo pagando multa porque ainda tem vantagem. Tudo está muito caro e essa perda de competitividade não é a falta de produtividade. Os chineses não têm muitas taxas, praticamente só 23% do imposto sobre renda. Aqui nós pagamos 27%, mais imposto de consumo que chega a 50%, além de encargos sociais. Vamos expor essa situação porque não podemos ficar parados”, destacou.

O desânimo no setor produtivo é apontado como sendo causada por problemas na economia do governo, inflação e turbulência internacional. Reflexo disso é o resultado do Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), da CNI, que mostra que, em dez setores, houve queda no otimismo em junho.

Álisson Arruda