Logo Leandro e CIA

Indústria naval desponta na geração de empregos

Publicado em:

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Mais de 45 mil pessoas já trabalham nos estaleiros, na indústria náutica e de barcos de pesca, entre outros segmentos, no país.

O volume já é superior ao verificado no fim dos anos 1970, durante o auge dessa indústria (40 mil pessoas). O estado que mais emprega continua sendo o Rio de Janeiro, com 48% das contratações, mas Pernambuco já aparece em segundo lugar, com 8,5 mil vagas. Para se ter uma ideia, Santa Catarina, que tem tradição no setor, emprega 3,5 mil trabalhadores, o terceiro colocado no ranking.

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval), o número total de vagas evoluiu de 1,9 mil, em 2000, para 45.470, em junho deste ano – um crescimento de 2.293%. De 2000 a 2008, os estaleiros receberam encomendas totais de 3,2 milhões de toneladas de porte bruto (TPB), o que corresponde a 170 navios e outras embarcações. Noventa e nove navios e embarcações foram entregues.

Mas o maior crescimento dessa indústria foi observado de 2007 para cá, quando o número de empregos registrou incremento de 13,67%. Em 2007 e 2008, os estaleiros brasileiros assinaram contratos para construção de 119 empreendimentos, totalizando 3 milhões de TPB. Somente as encomendas da Transpetro significam 2,3 milhões de TPB. Foram entregues nesses dois anos 53 embarcações, somando 150 mil TPB.

"Estamos num ritmo progressivo e devemos chegar ao final de 2010 com aproximadamente de 50 mil pessoas empregadas nesse setor", prevê o secretário-executivo do Sinaval, Sérgio Leal. O Sinaval congrega cerca de 30 estaleiros de grande, médio e pequeno portes. "Logo, logo, novos contratos serão assinados e outras embarcações vão começar a ser construídas", comenta. Novas encomendas representam aumento do emprego.

Pode-se dizer que 2009 marca o início de uma nova era para essa indústria, pois começarão a ser construídas as embarcações de grande porte. Dos 23 navios encomendados pela Transpetro na primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), 15 serão construídos em Pernambuco, no Estaleiro Atlântico Sul. São dez petroleiros do tipo Suezmax e cinco Aframax, além do casco da plataformas P-55 encomendado pela Petrobras.

Agora em setembro, assistiremos ao batimento de quilha (colocação do primeiro bloco no dique seco) do primeiro Suezmax que está sendo construído no Complexo Industrial Portuário de Suape. Uma embarcação de 157 mil TPB. "No Promef 2 são mais 23 navios, além das plataformas e embarcações de apoio que estão sendo licitadas pela Petrobras", observa Sérgio Leal.

Promef 2 – No Promef 2, o EAS concorre nos lotes 1 e 2 (quatro Suezmax e três Aframax). Foi o estaleiro que apresentou os melhores preços. As negociações estão bem adiantadas e é possível que a Transpetro anuncie os vencedores dessa fase ainda em setembro. Na última quinta-feira, o estaleiro pernambucano recebeu convite para participar da licitação para construção de cinco gaseiros, mas é pouco provável que entre na disputa.

O EAS está vocacionado para embarcações maiores, incluindo plataformas. A Petrobras analisa as propostas de construção de oito navios de produção do tipo FPSO e o Atlântico Sul é um dos proponentes, em parceria com a LMG. A Petrobras prevê encomendar 45 plataformas até 2020.

Abrir o chat
Precisa de ajuda?
Olá, como podemos lhe ajudar hoje?
%d blogueiros gostam disto: