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Imposto é o que mais pesa nos preços dos combustíveis

O TEMPO

Alta nos primeiros dias do ano já ultrapassa 6%, diz ANP

Ana Paula Pedrosa

A combinação de entressafra da cana de açúcar, problemas climáticos que interferiram na produtividade da safra e impostos altos está pesando no bolso dos motoristas. Em um mês, segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a gasolina ficou 2% mais cara em Belo Horizonte. O álcool, subiu três vezes mais, 6%. O Sindicato dos Postos (Minaspetro) diz que entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, o álcool ficou 35% mais caro.

Em Belo Horizonte, o preço médio do litro da gasolina é de R$ 2,43, segundo a ANP. Para o álcool, o valor é R$ 1,853. O governo reduziu a mistura do álcool na gasolina de 25% para 20% para aumentar a oferta de álcool no mercado e impedir a alta de preço, que preocupa o Palácio do Planalto. Mas, grande parte da composição de preço dos combustíveis são impostos cobrados pelo governo.

De acordo com estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os impostos respondem por 53,03% do preço da gasolina e pelo menos 25% do cobrado pelo álcool, mais impostos federais, que elevariam esse percentual. Isso significa que sem os impostos, o litro da gasolina custaria, em média, R$ 1,141. Em Minas R$ 0,44 do preço do álcool é ICMS.

O cálculo do peso do imposto é médio e em Minas Gerais, no caso do álcool, é maior porque o ICMS é de 25%. Em São Paulo, a alíquota é de 12%. "O ideal é ter tributação diferente para combustível fóssil e renovável. Em outros Estados, não é igual como em Minas Gerais", diz o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Siamig/Sindaçúcar), Luiz Custódio Cotta Martins.

E os aumentos continuarão. Na Via Expressa e na avenida Teresa Cristina, onde há grande concentração de postos, os preços que ainda não subiram nos últimos dias, serão reajustados ainda esta semana. "Estamos repassando a elevação do preço da distribuidora para não ficarmos no prejuízo", diz o gerente do posto Carmélia, Marcos de Carvalho. Segundo ele, a tendência é de alta.