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Greve de bancários atinge hoje 15 Estados, diz Contraf

Fonte: Agência Brasil

Os bancários das redes pública e privada rejeitaram ontem a proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a partir de hoje estarão em greve por tempo indeterminado. Segundo a assessoria de imprensa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a greve geral no setor vai abranger os Estados do Pará, Amapá, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Sergipe, além do Distrito Federal.

Já nos Estados do Acre, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí e São Paulo, e nas capitais Curitiba, Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis e Porto Alegre, entrarão em greve apenas os bancários da Caixa Econômica Federal (CEF). No Rio de Janeiro e Ceará, os bancos privados aceitaram a proposta da Fenaban e os bancos públicos também estarão em greve.

No Distrito Federal (DF), os bancários rejeitaram, em assembléia realizada na noite de terça-feira, a proposta da Fenaban. "A razão de (o DF) entrar na greve é ausência de propostas específicas para a Caixa Econômica Federal", disse o secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Brasília, Enilson da Silva.

A categoria dos bancários reivindica reajuste salarial de 10,3% (ou 5,5% de aumento real nos salários), participação nos lucros de até dois salários mínimos por ano e uma parcela fixa de R$ 3,5 mil. Os trabalhadores pedem também a fixação de um piso salarial de R$ 1.628,24 e melhoria das condições de trabalho.

Na segunda-feira, a Fenaban apresentou proposta incluindo 13ª cesta alimentação no valor de R$ 252,36, aumento de 6% nos salários, auxílio refeição de R$ 14,72 por dia e salário de R$ 1.287,73 para a função de caixa.

Em nota, Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato, que representa cerca de 114 mil dos 420 mil bancários do País, avaliou que o "acordo fechado é um dos melhores dos últimos anos". Procurada, a Fenaban informou que seus representantes não falam sobre o assunto enquanto estão em negociações.