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Gás natural deve subir 11% e metro deve custar R$ 2

O metro cúbico do Gás Natural Veicular (GNV) poderá ultrapassar a casa dos R$ 2, no dia 1º de novembro, caso a Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB) repasse o aumento na íntegra da Petrobras de 11,08% aos postos de combustíveis. Será o quarto reajuste do ano do GNV, que atualmente tem preço médio de R$ 1,807 na capital, mas que oscila atualmente entre R$ 1,78 e R$ 1,99 nas oito cidades paraibanas que revendem o gás natural.

O último reajuste concedido pela PBGás (Companhia Paraibana de Gás) às distribuidoras aconteceu no dia 1º de agosto, quando o gás natural passou de R$ 1,699 para R$ 1,81 para os consumidores, alta de 6,93%. Já no acumulado do ano, o índice de aumento passará de 26%, caso os 11,08% sejam confirmados na segunda-feira.

O diretor de fiscalização da ARPB, Fernando Martins, não quis antecipar o percentual  solicitado pela PBGÁS para o combustível, mas apenas informou que a decisão sobre o preço final será anunciado na próxima segunda-feira. “Foi designado uma comissão para fazer um estudo do repasse que inclui ainda os custos operacional e de pessoal da PBGás”, ao acrescentar que esse reajuste se deve à política de aumento trimestral implanda pela Petrobras no final do ano passado.  

 
Já a assessoria da PBGás confirmou o reajuste do gás natural em 11,08% no dia 1º de novembro na Paraíba, mas garantiu que “o aumento para os consumidores final será muito menor que o concedido pela Petrobras”. A assessoria não quis também entrar em detalhe de quanto seria o índice de reajuste, mas informou que a ARPB estava  estudando a proposta.  

O presidente do Sindicato das Instaladoras de Gás Natural do Estado da Paraíba (Sindign), Onildo Araújo, disse que o aumento previsto para o GNV nos postos já foi definido e será de 8,28%, mas por solicitação do Comitê Pró GNV, formado pelo Sindign, sindicatos de taxistas e motoristas alternativos, a PBGás poderia não repassar aos postos de combustíveis. “Como o setor das convertedoras está em baixa, mais um aumento nesse momento seria mais prejudicial ainda, acreditamos que a solicitação do Comitê terá a sensibilidade do Governo do Estado, principalmente agora que o preço da gasolina voltou a ser realinhado, o que poderá aquecer as conversões”, revelou. Ele acrescentou que  a elevação de preços do álcool e da gasolina contribuiu para conversões de carros no GNV, pois o gás ganha competitividade quando os “preços dos combustíveis estão normalizados”.

Onildo Araújo não atribuiu a crise do setor no Estado aos três aumentos do GNV neste ano, mas pela perda de competitividade do gás natural diante do litro da gasolina após “Operação R$ 2.74”, realizada pela Polícia Federal, em maio do ano passado, que reuniu provas de um cartel atuando na capital. “A partir daquela operação, os postos com receio de novas operações começaram a fazer diversas ‘guerras de preços’, chegando o litro da gasolina a cair a R$ 2,149, como foi visto até a última semana. Isso afastou os proprietários  de carros para fazer conversões, levando a fechar metade das 18 convertedoras de GNV do Estado no período, com quedas bruscas de conversões”, argumentou. Segundo o presidente do Sindicato das Instaladoras de Gás Natural, a média de conversões caiu de 150 para 60 por mês, provocando o fechamento de nove empresas de conversões. “Tivemos quedas de até 60% do número de carros que faziam conversões, o que levou o setor à crise”. 

 
Onildo Araújo disse ainda que nos momentos de alta da gasolina nos últimos 18 meses as conversões cresceram. “Nos outros Estados como Ceará e Pernambuco em que a gasolina não teve essa guerra de preços, o segmento de conversões permaneceu aquecido”, acrescentou.