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Ganho com dividendo no Brasil bate emergentes

São Paulo, 28 de Abril de 2006 – Governança corporativa cria diferencial que atrai investidores internacionais. O ganho com dividendos distribuídos pelas companhias abertas brasileiras é o maior entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) – atualmente os principais competidores na captação de recursos externos nos mercados emergentes. Superam também a média internacional. Segundo estudo da corretora Ágora Senior, neste ano, em média, o retorno do dividendo no Brasil é de 4% sobre o volume aplicado pelo investidor. O segundo colocado é a China, com 2,9%, seguida por Rússia e Índia. A média internacional é de 2,5%, afirma Marco Melo, responsável pela área de pesquisa da Ágora Senior.

O desempenho do Brasil na distribuição de dividendos reflete os bons resultados das companhias brasileiras, cujos lucros têm se destacado entre os mercados emergentes. Mas tem ainda um outro importante propulsor: o avanço local na transparência e nas práticas de governança corporativa.

A lei brasileira obriga as companhias abertas a distribuir no mínimo 25% do lucro em dividendos. É crescente, porém, o número de empresas que já aumentaram o percentual, como bancos, teles, energéticas, mineradoras, metalúrgicas. Entre elas, destacam-se, por exemplo, Cemig, Gerdau , Vale e Souza Cruz.

Para o investidor, nacional e estrangeiro, o dividendo ainda não é fator decisivo na hora de comprar ações – a valorização dos preços na Bolsa ocupa o primeiro plano na tomada de decisões. No entanto, cada vez mais a distribuição de dividendos tem sido levada em conta na hora de escolher que ação comprar. “A criação de produtos atrelados ao dividendo é um indicativo dessa percepção”, diz Mônica Araujo, analista do banco de investimentos BES.