FGV: Nível de transparência das empresas ainda é baixo
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Estudo aponta que apenas 55% das empresas fizeram a reconciliação do IFRS nos balanços de 2007 e 2008
SÃO PAULO – Quase metade das empresas brasileiras apresentam problema de transparência em seus balanços, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ao analisar o impacto que o novo padrão contábil IFRS traria para os resultados das companhias, foi detectado que 55% dos negócios avaliados apresentaram reconciliação dos resultados em 2007 ou 2008. Apenas 11% publicaram esses efeitos nos dois exercícios, prática tida como a mais transparente pela fundação.
De acordo com a professora Edilene Santos, responsável pelo estudo, a explicação está no curto tempo que as companhias tiveram para se adaptar às novas regras, válidas para 2010. Embora a obrigatoriedade da adoção do IFRS tenha sido divulgada em 2007 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por conta de atrasos na agenda da autarquia, adiando a publicação completa das normas, as empresas foram facultadas da implementação do sistema nos balanços trimestrais do ano que vem.
Mesmo as corporações listadas no Novo Mercado da bolsa de valores BM&F Bovespa ficaram para trás no quesito transparência. Conforme a pesquisa, apenas 15 empresas deste segmento fizeram a reconciliação nos dois exercícios, ou 18% do total.
Os melhores desempenhos partiram das empresas que possuem capital aberto em bolsas estrangeiras. Das 25 empresas listadas nos Estados Unidos, 17 fizeram a reconciliação em 2007 e 2008.
*Com informações do jornal Valor Econômico

