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Existem duas formas de receber dinheiro do PIS/Pasep; entenda quais são

UOL Economia

 

 

 

 

 

 

Existem duas formas diferentes de receber dinheiro do PIS/Pasep: pelo abono salarial anual e pelas cotas do fundo PIS/Pasep. Nos dois casos, só têm direito as pessoas que se encaixam em condições específicas.

Abono salarial

O abono salarial do PIS/Pasep é um pagamento anual que vai de R$ 80 a R$ 954 (salário mínimo em 2018), de acordo com o tempo de trabalho no ano de referência.

O valor máximo pago é de até um salário mínimo (atualmente R$ 954), e varia de acordo com o tempo que a pessoa esteve empregada. Se ela trabalhou o ano todo, recebe um salário mínimo. Se trabalhou só um mês, por exemplo, ganha 1/12 do mínimo (o que significa R$ 79,50, que são arredondados para R$ 80).

Só tem direito a receber o dinheiro quem atende todos seguintes critérios:

– trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias no ano;

– ganhou, no máximo, dois salários mínimos, em média, por mês;

– está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;

– a empresa onde trabalhava informou seus dados corretamente ao governo.

 

O abono salarial para quem trabalhou em 2016 começou a ser pago em julho do ano passado. Os valores variam de R$ 80 a R$ 954, de acordo com o tempo de trabalho naquele ano.

O último lote foi liberado em março, e o prazo para todos que têm direito sacar o benefício termina em 29 de junho.

Quem perder o prazo perde também o dinheiro, que vai para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), de acordo com o Ministério do Trabalho. Porém, já houve casos de trabalhadores que conseguiram na Justiça o direito de sacar os valores mesmo após o fim do prazo.

Quem trabalhou em 2017 começará a receber depois, mas ainda não há um calendário oficial.

Fundo PIS/Pasep

O outro pagamento relacionado ao PIS/Pasep é o saque das cotas do fundo PIS/Pasep. Esse pagamento acontece apenas uma vez, e não anualmente, como o abono.

Possuem cotas no fundo todos os que trabalharam com carteira assinada em empresa privada ou no serviço público entre 1971 e 1988.

Isso porque, de 1971 a 1988, as empresas e órgãos públicos depositavam dinheiro no fundo PIS/Pasep em nome de cada um dos seus funcionários e servidores contratados. Cada trabalhador, então, era dono de uma parte (cota) no fundo. A partir de outubro de 1988, os trabalhadores deixaram de ter contas individuais do fundo.

Havia uma série de condições para que fosse permitido o saque das cotas do fundo PIS/Pasep, como a idade ou ser aposentado, por exemplo. Mas, na semana passada, o governo decidiu liberar temporariamente o saque para todos.

O pagamento segue um calendário ordenado de acordo com a idade dos trabalhadores.

Já podem sacar, desde segunda-feira (18), as pessoas com 57 anos ou mais. Mas, se puderem esperar para tirar o dinheiro depois de 8 de agosto, elas podem ganhar até 10% a mais, porque ainda será feito cálculo do rendimento anual do PIS. Isso atualiza e aumenta o valor a ser recebido.

Para as demais idades, o saque começará em agosto.

Depois de 28 de setembro, o saque volta a ser restrito a quem atende pelo menos um dos seguintes critérios:

 

– 60 anos de idade ou mais

– estar aposentado

– invalidez

– câncer

– portador do vírus HIV

– doenças graves listadas em portaria interministerial do governo

– idoso e/ou pessoa com deficiência que recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC)

– transferência para reserva remunerada ou reforma (no caso de militar)

– em caso de morte do trabalhador, a família pode sacar