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Estado empregou 92,7 mil na economia formal em 2007

  • JEAN GREGÓRIO

Em 2007, o saldo de empregos formais na Paraíba alcançou 12,1 mil postos, segundo dados divulgados ontem pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que apresentou o balanço dos trabalhadores contratados sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Foram geradas 92,780 mil novas vagas no Estado contra 80,6 mil desligamentos. Como já era esperado em todo o País, o saldo do mês de dezembro ficou mais uma vez negativo (-449). O saldo dos ano passado foi inferior ao de 2006, puxado pelo aumento do saldo negativo do setor Agropecuário, e apresentou uma queda de -7% do número de postos gerados em 2006 (13.076).

Nos doze meses do ano passado, os setores que mais contribuíram para o saldo positivo foram a Indústria de Transformação (5.479), Comércio (4.154). Serviços (2.491) e Construção Civil (1.690). Em menor proporção, veio o Serviço da Indústria e Utilidade Pública (363). Já o setor da Agropecuária (-2.015) apresentou saldo negativo dez vezes mais alto quando comparado ao de 2006 (-197). Já a Administração Pública (-8) e Extrativa Mineral (3) não geraram admissão ou desligamentos via CLT significativo.
As duas maiores cidades do Estado concentraram mais uma vez o maior volume de vagas de empregos formais. Juntas as duas geraram mais de 64,7% dos empregos formais no ano passado. A cidade de João Pessoa liderou o saldo com 5.164 postos enquanto Campina Grande alcançou 2.706 vagas.
Em terceira colocação, aparece o município de Cadedelo (796) e em posição de menor destaque nos empregos de carteira assinada no ano passado ficaram Sousa (329), Patos e Cajazeiras geraram cada uma 272 postos. Já Santa Rita apresentou o saldo negativo mais acentuado em 2007 (-228).
O Estado da Paraíba foi responsável por gerar 5,9% dos 204,3 mil empregos formais no Nordeste e ficou na 6ª colocação. Os estados da Bahia 58,7 mil, Pernambuco (46,3 mil), Ceará (39,7 mil) lideraram na Região a geração de emprego.
O único estado que apresentou saldo negativo em 2007 foi Alagoas (-505), puxado pelas demissões na indústria de transformação.
No País, a geração de empregos formais em 2007 chegou ao maior patamar já registrado pelo Ministério do Trabalho. No ano passado, o saldo entre admissões e demissões ficou em 1,617 milhão, número 31,62% superior ao saldo de 2006, de 1,228 milhão de vagas, e também acima do recorde anterior, de 2004 (1.526.276).
O setor de serviços com 587,1 mil novos postos de trabalho foi o que mais gerou empregos no acumulado do ano. Já o comércio apresentou 405.091 novos postos com carteira assinada, e a indústria de transformação, 394.584 vagas.
A construção civil e a agropecuária foram setores que tiveram uma criação de empregos formais menos intensa, respectivamente com 176.755 e 21.093 registros em carteira.