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Empresas vão iniciar exploração do petróleo

JORNAL DA PARAÍBA

JEAN GREGÓRIO

As quatro empresas vencedoras, que arremataram os doze blocos da Bacia do Rio do Peixe, assinaram ontem no salão nobre da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), no Rio de Janeiro, os contratos de concessão dos blocos exploratórios arrematados na Nona Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os representantes da Ral Engenharia, Petrobras, Lábrea e do consórcio Tarmar/Rich Minerals participaram da cerimônia. Dos 12 blocos arrematados, a empresa mineira Ral Engenharia arrematou sozinha 8 lotes de 30 quilômetros quadrados. A Petrobras e a Lábrea arremataram, cada uma, um bloco e os outros dois foram para o consórcio Tarmar/Rich Minerals.
Segundo a ANP, com a assinatura dos contratos, isoladamente ou em consórcio, as empresas estão autorizadas a iniciar as atividades previstas no programa exploratório mínimo nos blocos arrematados que terá duração de três anos. Na cerimônia, as empresas fizeram o pagamento do bônus ao Tesouro Nacional de R$ 8,4 milhões. A Bacia do Rio do Peixe ofereceu na Nona Rodada, realizada em 27 de novembro de 2007, 19 blocos, dos quais doze foram arrematados.
A assinatura do Contrato de Concessão também exige que as empresas vencedoras cumpram o Programa Exploratório Mínimo (PEM), que tem duração de três anos e previsão de investimento inicial de R$ 60 milhões. De acordo com o PEM, as empresas deverão adquirir dados, realizar novos estudos geológicos e geofísicos, perfurar poços exploratórios e avaliar se as eventuais descobertas são comercialmente viáveis.
 Caso a empresa considere o bloco com potencial de viabilidade econômica, deverá se submeter à aprovação da ANP de um novo plano de desenvolvimento, proposta de trabalho e previsão de investimentos, antes de iniciar a fase seguinte que é de produção do petróleo.
 
O superintendente da ANP, Paulo Alexandre Silva, revelou na semana passada, em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, que a viabilidade econômica na Bacia do Rio do Peixe de encontrar petróleo com potencial de exploração comercial “é muito forte”. “Como os vestígios estão aparecendo na superfície daquela bacia, isso é um dos melhores indicativos de presença de hidrocarbonetos com possibilidade de comercialização”, frisou. Ele acrescentou que a ANP irá acompanhar a execução desses contratos e monitorar sistematicamente as quatro empresas na fase de exploração.