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Empresas ameaçam parar se gás aumentar

Por: JEAN GREGÓRIO

Postos de combustíveis, taxistas e até indústrias, que utilizam o gás natural como matriz enérgica, ameaçam paralisar as atividades, caso o reajuste médio de 5,73% do combustível seja repassado ao setor no dia 1º de novembro pela PBGás (Companhia Paraibana de Gás). “Se até sexta-feira, dia 29, o governo do Estado não receber em audiência pública a comissão formada pelos representantes do setor industrial, comercial e de serviços que trabalham com o gás natural e não tomar a decisão de adiar ou cancelar esse aumento do gás, vamos iniciar uma série de paralisações. Ela começará pela não revenda de GNV nos postos, em seguida será a vez dos taxistas encostarem os veículos na Praça dos Três Poderes e, por último, as indústrias”, declarou o presidente do Sindicato das Instaladoras de Gás Natural do Estado da Paraíba (Sindgn-PB), Onildo Araújo, ao término de uma reunião, ontem, na sede da Agência Reguladora do Estado da Paraíba (ARPB), para buscar uma alternativa para o aumento do gás. Além do presidente do Sindgn, estiveram presentes representantes das federações das indústrias (Fiep-PB e Ciep), sindicatos de taxistas e de postos de combustíveis, além da direção da PBGás e da ARPB.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, Magno Rossi, afirmou durante a reunião que há riscos de desemprego e até de indústrias se transferirem para outros Estados, caso os reajustes continuem trimestralmente. “Se a política de reajuste equivocada da Petrobras permanecer, irá reduzir não apenas a lucratividade, mas também a competitividade da indústria paraibana devido à elevação dos custos dos produtos. O consumidor não aceita mais aumentos da magnitude de 30% a 40% no gás e repassado aos produtos, quando a inflação é de 4% ao ano”, declarou Rossi, que dirige a indústria têxtil Coteminas, uma das maiores exportadoras do Estado ao lado da Alpargatas. Somente a indústria consome quase 70% do gás natural vendido pela PBGás.

Magno Rossi disse ainda que o setor produtivo “buscará outra matriz enérgica, caso a solução não venha e a política de reajuste trimestral da Petrobras permanecer. Continuamos defendendo o gás natural como alternativa de energia limpa e ecológica, mas as empresas trabalham com custos e o aumento deles na matriz energética inviabiliza as empresas continuar competindo no mercado. É preciso encontrar uma solução para esse aumento de 1º de novembro dentro do Estado, mas o mais importante é mudar essa política de reajuste equivocada da Petrobras”, frisou.