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Empresários fazem pressão por máquina compartilhada

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Sindicato do comércio de papelaria lançou abaixo-assinado a favor do projeto de lei unificando máquinas de cartões de crédito e débito.
Patrícia Büll
Cada vez mais empresas de comércio e serviços se unem para pressionar as administradoras de cartões de crédito e débito para que adotem a unificação dos sistemas de cobrança, o que geraria uma economia de 65% no custo do serviço.

Durante a abertura da feira Escolar Paperbrasil, ontem, o Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região (Simpa-SP) iniciou a campanha de apoio ao Projeto de Lei 677, do senador Adelmir Santana (DEM-DF), que prevê a unificação dos sistemas. A ação foi iniciada com um abaixo-assinado dos empresários participantes do evento.

"Encerrada a mostra, iremos atuar junto aos micros e pequenos empresários do setor que, só na cidade de São Paulo somam 4 mil empreendedores, para que eles levem os formulários para o próprio estabelecimento e tentem angariar assinaturas de comerciantes de sua região", disse Antônio Martins Nogueira, presidente do Simpa-SP. A expectativa é de obter de 50 mil a 100 mil assinaturas.

A campanha vai durar 30 dias, após os quais a diretoria do sindicato deverá encaminhar as assinaturas ao Congresso Nacional e ao presidente do Banco Central Henrique Meireles, pressionando para a imediata aprovação do projeto. "Com a economia que a unificação dos sistemas vai gerar, os lojistas poderão, por exemplo, investir em melhorias das papelarias e contratação de mais mão-de-obra."

Estudo realizado pela Fecomercio-SP aponta que os comerciantes teriam uma economia de 65% nos gastos para o uso de cartões a partir da unificação dos sistemas de cobrança e a imposição de um limite de 2% sobre o valor de vendas repassado às administradoras. O teto faz parte do PL 3499/08, do deputado Talmir Rodrigues (PV-SP) em tramitação na Câmara dos Deputados. "Isso mostra o peso que essas cobranças têm para o pequeno empresário", disse Nogueira.

Em média, as empresas de cartões cobram taxa de administração de 6%. Mas esse valor varia de acordo com negociações feitas com o varejo, que levam em conta o porte e o setor em que o lojista atua.

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