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Economista considera Ata do Copom tranqüilizadora

Agência Estado

O economista Heron do Carmo, presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), considerou “tranqüilizadora” a ata do Copom divulgada hoje. Para ele, a evolução dos cortes de juros vem se mantendo dentro do previsto e, para as duas próximas reuniões, a expectativa é de corte de 0,75 ponto percentual em cada encontro. Na avaliação do economista, a tendência até maio é de queda na inflação, independentemente de preços sazonais, pacotes de viagens e dos combustíveis. Entre junho e agosto, a inflação deve ter um leve aumento, mas volta a cair no restante do ano.

O presidente do Corecon descarta que o aumento do salário mínimo, o período entressafras e o esperado crescimento da economia em 2006 pressionem os preços. “A inflação fechará o ano em torno dos 4,5% ou 4,8%, dentro da meta de 4,5%”, afirmou.Mas o fator determinante para o ritmo de corte nos juros são as eleições. “A questão é: quanto o Banco Central deverá reduzir os juros a partir da 4º reunião do Copom? Vai manter a queda, ou interrompê-la por conta imprevisibilidade do período?”, indaga.