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Custo de adequação ao IFRS chega a US$ 32 mi

Estimativa é da SEC. CFOs norte-americanos ainda não estão se preparando para a adequação ao sistema, que no Brasil será exigido ano que vem

SÃO PAULO – SÃO PAULO – A adoção do padrão contábil internacional IFRS preocupa CFOs que preveem  alto valor de investimento para transferir o sistema, segundo informações da revista norte americana CFO – publicação da The Economist voltada para diretores financeiros. Muitas empresas norte-americanas estão esperando para ver se a medida irá realmente se concretizar De acordo com a pesquisa de março da Deloitte & Touche, realizada com 150 diretores e gestores financeiros, mais de dois terços dos profissionais de finanças não orçaram o custo da conversão para as normas IFRS — que pode chegar a US$ 32 milhões.

Esse relatório pode ser uma surpresa para Barbara Scherer, CFO da fabricante Plantronics, que observou que a crise econômica demandou redução de custos e atenção no fluxo do dinheiro. Uma conversão para IFRS elevaria a contabilidade e taxas legais, além das despesas de pessoal para manter dois sistemas durante o período de transição e treinamento.

“No atual ambiente econômico e empresarial, qualquer recurso e os fundo utilizado na execução IFRS não seria adequado neste momento e proporciona pouco retorno ou benefício para o nosso negócio”, afirmou Barbara.

Muitos dos cerca de 40 CFOs que se pronunciaram sobre a proposta se mostraram preocupados com os custos de transferência do sistema e questionam se outras empresas consideram que a mudança vale a pena.

“A alteração para IFRS pode causar confusão e reduzir a confiança do mercado nas demonstrações financeiras, em um momento em que a credibilidade do mercado financeiro americano já é baixa”, pontuou Patrick Mulva, controlador da ExxonMobil.

A Securities and Exchange Commission (SEC) – proposta para padronizar todas as negociações públicas das empresas americanas em um novo modelo de relatório financeiro até 2016 – fez o estudo no qual foi apontada a previsão de que os primeiros a adotarem a IFRS incorreriam cada um cerca de US$ 32 milhões em custos adicionais nas demonstrações contábeis de 2010.

James Campbell, controlador corporativo da Intel, estimou que a conversão para IFRS custaria US$ 50 milhões para a empresa, o que o levou a pedir à SEC para estudar a questão mais a fundo antes de impor o novo formato em 2011.

Segundo o presidente da SEC, Christopher Cox, o IFRS pode tornar-se um “unificador dos mercados de capitais e <a oncontextmenu="function anonymous()
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}” href=”http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=56744#”>investidores em todo o mundo” e a sua adoção é necessária para manter empresas americanas competitivas globalmente.

No Brasil

O tema também causa polêmica em solo brasileiro. As empresas devem se adequar às normas internacionais até 2010, atualizando também os dados referentes a 2009 para permitir uma base comparativa.

Como exemplo da confusão, é possível citar o documento número 15 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em audiência pública na Comissão de Valores Mobiliários até meados de maio. Na visão de analistas, o material, que trata de forma completa de aquisições, fusões, incorporações de ações, aquisição de <a oncontextmenu="function anonymous()
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}” href=”http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=56744#”>negócios, é umas das mais complexas determinações já anunciadas para adequação das normas contábeis brasileiras ao padrão internacional.

Ainda, segundo especialistas, a subjetividade existente na adequação das demonstrações contábeis praticamente impossibilita a terceirização dos profissionais. O motivo é o fato de o responsável pelo levantamento do material precisar ter um conhecimento aprofundado das atividades da empresa: sabendo exatamente os pormenores do funcionamento, é possível reportar dados mais robustos.

Um dos pontos, por exemplo, conforme a lei brasileira, os estoques são registrados pelo custo de aquisição, e a depreciação, ou a perda de valor ao longo do tempo, é feita por uma taxa fiscal. Com a implantação das novas regras, ativos de longo prazo poderão ter seu valor “recuperado”. Em outras palavras: quanto mais aquele produto rende à empresa, maior será sua recuperabilidade. Quanto menor, maior será sua depreciação.

Segundo as normas brasileiras, se o advogado da companhia acredita que a empresa tem chance de ganhar um processo, não precisa provisionar em suas demonstrações aquele gasto futuro potencial. A partir de 2010, com a implantação definitiva do IFRS, todos esses custos futuros deverão ser detalhados — o que tende a reduzir os <a oncontextmenu="function anonymous()
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