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Crediários longos dobram o preço da mercadoria

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Para o economista Valmir Falcão, o consumidor brasileiro não está preparado para consumir porque o brasileiro não tem o hábito de poupar

Da Redação

Comprar e pagar em longas prestações é um hábito do consumidor brasileiro. Mas é preciso que as pessoas tenham alguns cuidados, na hora dos grandes parcelamentos, por que os juros são muito altos e ficar “pendurado” por muito tempo também não é bom. Entre as formas mais utilizadas para esse fim está o crediário, o parcelamento no cartão de crédito e também a emissão de cheques pré-datados, que reduzem a burocracia, evitando, eventualmente, o preenchimento de cadastros.

O gerente de loja em Teresina, Luis Carlos, que atua no mercado há 20 anos, afirmou que está aumentando o número de pessoas que compram a prazo, ainda de preferência com o maior número de prestações. Segundo ele, é a melhor forma do consumidor adquirir o bem desejado pelo valor das mensalidades que são mais baixas. “Um DVD, por exemplo, aqui na loja você pode comprar em 10 parcelas de R$ 19,90, então qualquer pessoa pode pagar uma prestação deste valor”.

Maria da Cruz, que estava fazendo cadastro para fazer uma compra, afirmou que prefere comprar à vista, mas quando lhe falta dinheiro e está necessitando do objeto, a alternativa é comprar a prazo. Mas ela garante que é melhor comprar em menor número de prestações, porque consegue se livrar logo do compromisso com a dívida.

Para o economista Valmir Falcão, o consumidor brasileiro não está preparado para consumir porque o brasileiro não tem o hábito de poupar. Para ele, o brasileiro gasta muito e gasta mal, e se ele gasta muito e gasta mal isso é provocado pelo atrativo do mercado e esse atrativo das instituições financeiras das grandes lojas ou do pequeno comércio e até mesmo da economia informal, força o brasileiro a ter o hábito de consumir. Às vezes consome até mais do que o ganha, e isso o leva a uma inadimplência junto às instituições de créditos. E como o brasileiro faz para administrar tudo isso? Para o economista, o Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo, taxa essa que repercute no bolso do consumidor.

Um dos atrativos que mais tem chamado a atenção dos consumidores nos últimos tempos são os descontos em folha, os chamados empréstimos consignados. Isso foi a Previdência Social quem criou como fontes de distribuição de renda nos Estados nordestinos, especialmente o Piauí. A maioria dos aposentados entra com empréstimos, alguns de formas ilícitas, que agora estão sendo penalizados pela Justiça. Para Valmir, isso diminuiu o poder de compra no interior do Estado. Alguns aposentados estão com o limite muito pequeno porque estão pagando os empréstimos. Já para as financeiras é um ótimo negócio, pois há a certeza de receber.