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Contabilistas criticam modelo

Jornal O POVO

Entre os contabilistas e contadores a reclamação quanto aos tributos divide-se em dois aspectos: a carga tributária que recai sobre eles próprios e as intermináveis contas para manter os impostos de seus clientes em dia. "Todo mundo está sufocado. A carga tributária está muito elevada, em todas as esferas", observa Cassius Coelho, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Ceará (Sescap).

Ele é do time que defende o fim da CPMF e diz que a reforma tributária não virá, porque as receitas (dos tributos) já estão todas comprometidas. "O Governo (federal) fala em reforma (tributária), mas em nenhum momento a gente vê o esforço deles em diminuir os gastos públicos. Não existe reforma, eles vão é aumentar os tributos. A CPMF não é imprescindível para o Governo. Ele tem dinheiro para cobrir uma eventual perda de CPMF", acredita.

Assim como boa parte dos tributaristas, o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Osório Cavalcante, critica o modelo tributário do País. "O Brasil tributa o trabalho, quando deveria tributar a renda e as grandes fortunas. Porque elas (as grandes fortunas) não pagam tributação, diferente de muitos países. Isso está previsto, mas nunca foi cobrado", diz. (A.A)

Arrecadação Tributária (primeiro semestre de 2007)

A carga tributária brasileira teve aumento nominal de R$ 52,51 bilhões no primeiro semestre de 2007 com relação ao mesmo período de 2006 (13,33%)

O crescimento real da arrecadação foi de R$ 37,35 bilhões

A variação real das arrecadações foi de 9,13% (IPCA)

O crescimento real da arrecadação federal foi de R$ 25,64 bilhões (9,16%)

Nos Estados o crescimento real da arrecadação foi de R$ 10,29 bilhões (9,61%)

Em âmbito municipal, os tributos apresentaram crescimento real de R$ 1,42 bilhão (6,46%)

Fonte: IPBT