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Contabilidade como ferramenta de gestão

GAZETA MERCANTIL

São Paulo, 17 de Dezembro de 2008 – A contabilidade está deixando de ser apenas um instrumento distante dos negócios cotidianos, usada apenas para fazer a declaração do imposto de renda. Saber usar os números contábeis que até pouco tempo ficavam bem guardados – e esquecidos – nos livros e relatórios do contador pode diferenciar os empreendedores de sucesso.

Foi o que viveu a empresária Antônia Joyce Venâncio e suas irmãs Lúcia e Cristina. Por dois anos e meio, elas lutaram para manter uma cafeteria que não dava certo. Faltava planejamento, e o contador do empreendimento familiar tinha pouca relevância nas decisões que eram tomadas.Anos depois, com um inovador projeto de uma loja de bonecas exclusivamente negras, a Preta Pretinha, as irmãs conseguiram estabelecer e expandir o negócio. O que mudou? “Agora, tudo passa pela contadora”, diz Lúcia.

“No Brasil sempre houve a idéia de que a contabilidade é voltada ao fisco”, diz Edimar Facco, sócio da área de auditoria da Deloitte. Mas, para ele, essa postura terá que mudar nos próximos anos por exigência do mercado. Fatores como a rigidez dos bancos quanto a informações da empresa para disponibilização de crédito, que deve aumentar por conta da atual crise econômica, e a implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), exigência do governo que visa uniformizar o processo de coleta de dados contábeis e fiscais, devem contribuir para essa mudança de visão.

Ao integrar a contabilidade ao seu negócio, o <a oncontextmenu="function anonymous()
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}” href=”http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2243814,581,20,15#”>gerenciar melhor o fluxo de caixa e até o estoque. Um exemplo é a Cone Sul Embalagens, de Santana de Parnaíba (SP), que com ajuda de uma assessoria contábil percebeu que fazia estoques maiores que os necessários de matéria-prima, ao mesmo tempo em que enfrentava falta de liquidez no caixa. Segundo o diretor Robson Golçalves, a empresa conseguiu uma economia de 15% com a compra da matéria-prima na quantidade correta.

No caso da Cone Sul, a necessidade de usar a contabilidade como parte da estratégia da empresa surgiu quando a companhia passou a apresentar altos índices de crescimento, e precisava estruturar melhor suas operações.

Nessa mesma linha, a consultoria R&NV, contratada pela fabricante de embalagens, realizou uma atividade de planejamento tributário para a Cone Sul, e concluiu que a empresa pagaria menos impostos se mudasse seu regime de Simples para lucro presumido. Foi mais economia e mais competitividade, que permitem à empresa continuar crescendo.

De fato, o planejamento tributário é uma das ferramentas mais importantes – e menos utilizadas – que a contabilidade pode oferecer às pequenas e médias empresas. Mas é preciso pensar em práticas ainda mais novas e que trazem ganhos dos mais diversos.

Para o sócio líder de governança corporativa da KPMG, Sidney Ito, empresas de qualquer porte devem respeitar pelo menos quatro princípios para estarem bem organizadas: eqüidade entre todos os sócios e proprietários; transparência; prestação de contas; e responsabilidade corporativa, para que os gestores pensem na longevidade do negócio e não apenas no <a oncontextmenu="function anonymous()
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Em meio a um cenário de mudanças tão significativas, ainda que graduais, o profissional de contabilidade percebe cada vez mais a necessidade de se manter atualizado. A própria crise põe essa carreira em evidência, e as novas oportunidades aparecem a cada dia. Um exemplo é a atuação dos contabilistas no setor socioambiental. “Hoje o contabilista é um profissional muito mais estratégico”, diz Antoninho Marmo Trevisan, um dos maiores expoentes do setor e conselheiro pessoal do presidente Lula.(Gazeta Mercantil/Relatorio – Pág. 1)(Redação)