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Comércio eletrônico é oportunidade para micro e pequenas empresas

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“As micro e pequenas empresas precisam ‘ocupar’ o grande mercado que é oferecido pela internet”, recomenda consultor da Camara-e.net.

Márcio Vieira

Manaus – A estudante Florence Fleck, 14 anos, é exemplo para muitos empreendedores, principalmente para aqueles que ainda não despertaram para as oportunidades de negócios pela internet. Desde os 12 anos de idade, a menina fatura um ‘dinheirinho’ com os colegas de aula intermediando compras via web.

Segundo o consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), Adilson Flausino, mais de 85% do comércio via internet é dominado por pouco mais de 20 grandes empresas e organizações.

“As micro e pequenas empresas precisam ocupar o grande mercado que é oferecido pela internet”, recomenda Flausino. O consultor, assim como a adolescente Florence Fleck, foi palestrante do ‘Ciclo de Seminários – Comércio Eletrônico para Micro e Pequenas Empresas’, evento realizado nesta quinta-feira (24), na sede do Sebrae no Amazonas, pela Camara-e.net em parceria com o Sistema Correios e Governo Federal.

Ainda de acordo com Flausino, existem, hoje, mais de 60 mil lojas virtuais (com página na internet) no Brasil e cerca de 10 mil páginas semelhantes a shopping center. “As micro e pequenas empresas precisam ter ousadia para conquistar novos clientes e estes novos clientes podem estar em qualquer lugar e podem comprar a qualquer hora, se pensarmos no poder extraordinário da internet”, completa.

Ousadia é o que não falta para Florence Fleck. Por 20 minutos, ela contou sua experiência com o comércio eletrônico ao participantes do Seminário. Segundo relata, aos 12 anos de idade, ela aprendeu a fazer compras pela internet e costumava ir para a escola com algum objeto eletrônico novo, diferente.

O estilo despertou a curiosidade dos amigos que começaram encomendar os mesmos produtos. “Fazia a compra para eles e cobrava uma pequena comissão, porque usava o cartão de crédito da minha mãe. Rapidamente consegui muitos clientes”, conta. A mãe da empreendedora, Sônia Fleck, disse que no início tinha receio em entregar o cartão de crédito para a filha fazer compras para os amigos, mas logo a menina demonstrou responsabilidade.

“No início, achei estranho minha filha fazer esse tipo de negócio, mas depois vi que ela estava decidida e passei a ajudar, além disso esse ‘trabalho’ que ela tem nunca atrapalhou os estudos”, garante Sônia Fleck. A menina revelou à platéia que já planeja abrir um site especializado na venda de produtos eletrônicos. “A menina Florence Fleck é um exemplo de ousadia e de visão de futuro. Ela pensa como gente grande. O mercado eletrônico é dos mais promissores da atualidade”, elogiou Adilson Flausino.

Segundo a Camara-e.net, o comércio eletrônico este ano deve crescer entre 20% e 25% em comparação com 2008. Serão vendidos R$ 10 bilhões em bens de consumo pela internet, excluindo leilões virtuais, carros e passagens aéreas.

Também participaram como conferencistas do Ciclo de Seminários os representantes dos Correios, Terra, UOL, Banco do Brasil, Clearsale, Intel, Google, Verisign e Sebrae. O diretor-técnico do Sebrae/AM, Maurício Aucar Seffair, disse que a Instituição decidiu apoiar o evento porque trabalha a inserção das micro e pequenas empresas no e-commerce, e isso é importante para a missão de promover o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas. “Eventos desse porte são importantes para quem quer se manter no mercado e continuar competindo no mundo globalizado”, disse o diretor.

Como entrar no e-commerce

Adilson Flausino disse que não é preciso alto investimento para participar do comércio eletrônico. Segundo ele, após a instalação dos equipamentos e pontos de internet, a manutenção com o serviço de oferecer produtos e serviços via internet é custa cerca de R$ 200 ao mês.

Conforme orientou, a primeira coisa a fazer é buscar mão-de-obra especializada para a implantação do serviço. Em seguida, é necessário firmar parceria com os Correios, que serão responsáveis pela entrega, no caso de produtos. Depois, é preciso contatar as operadoras de cartão de crédito.

“Só consideramos mercado eletrônico aquele em que a compra é efetuada. Os sites que funcionam como ‘catálogos’ de produtos não podem ser considerá-los comércio eletrônico efetivo”, ensina.

Para o empresário Joel Lima, 37, um dos participantes do Cliclo de Seminários, vender usando a internet será o passo seguinte de seu empreendimento. Sócio-proprietário da Minas Marketing Veterinária Agronegócio, empresa que oferece consultoria técnica, ele conta que criou um site para oferecer os serviços da empresa (www.mmva.com.br), mas ainda não realiza venda direta pelo sistema. “Ainda vamos avançar para esse estágio (vender pela internet). Nosso site é novo, tem menos de um ano, mas logo vamos aperfeiçoá-lo para entrar de fato no comércio eletrônico. Por enquanto, apenas divulgamos informações e oferecemos nossos serviços”, diz.

Bolsa de Negócios amplia mercados

O técnico de Acesso a Mercado do Sebrae/AM, Jenner Pinheiro, orienta que o Sistema Sebrae oferece ao empreendedores de todo o Brasil a Bolsa de Negócios, uma espécie de central de comércio onde qualquer empresa pode vender ou comprar produtos e serviços. No Amazonas, somente 200 fazem parte da Bolsa de Negócios. “A Bolsa é aberta a todos. Esperamos que empresas de pequeno porte do nosso Estado aproveitem mais essa oportunidade de mercado”, convida.

O cadastro na Bolsa de Negócios é gratuito. No site, há informações gerais sobre o funcionamento do sistema e a forma de cadastro. A Bolsa de Negócios do Sebrae foi apresentada durante o Ciclo de Seminários. O endereço é www.bolsa.sebrae.com.br. Ao se cadastrar no sistema, as empresas têm a oportunidade de ampliar parcerias, identificar ofertas de compra e venda de produtos e serviços, aumentar sua competitividade e a participação no mercado. Tudo on-line, de forma fácil e ágil.

Serviço:
Sebrae Amazonas – (92) 2121-4900

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