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Com mínimo maior, empregados custarão R$ 8,2 bi a mais

De acordo com pesquisa do Dieese, serão quase 14 milhões de pessoas com elevação de R$ 45 no salário

SÃO PAULO – A provável elevação de R$ 45 no salário mínimo, de R$ 465 para R$ 510, como pretende o governo federal, onerará a folha de pagamento das empresas privadas e órgãos públicosem R$ 8,2 bilhões ao ano. A informação consta em pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Conforme o levantamento, serão praticamente R$ 26 bilhões a mais injetados na economia. Deste valor, R$ 10,85 bilhões virão das contas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que possui cerca de R$ 18,5 milhões beneficiários. Neste caso, a arrecadação tributária será elevada em R$ 3,1 bilhões.

Já os quase 14 milhões empregados das iniciativas privada e pública receberão os R$ 8,2 bilhões adicionais, representando um acréscimo de R$ 2,38 bilhões aos cofres públicos, por meio de tributos.

Cerca de R$ 4,6 bilhões serão oriundos dos 8,5 milhões profissionais que trabalham por conta própria, enquanto que R$ 2,76 bilhões virão dos 4,7 milhões de trabalhadores domésticos. Por fim, dentre os 276 mil empregados que recebem esta faixa valor, o valor adicional representará quase R$ 150 milhões.

No fim, a arrecadação do governo será elevada em R$ 7,7 bilhões, aproximadamente.

Projeto de lei

O projeto inicial do governo previa o valor reajustado de R$ 507, porém a proposta do Orçamento trouxe o valor de R$ 510. Assim, o gasto para cobrir esta diferença será de R$ 600 milhões.

"Muitos aposentados sacam o benefício nos caixas eletrônicos dos bancos. Seria muito difícil pagar um valor "quebrado". O valor de R$ 510, embora tenha um impacto maior nas contas, resolve esse problema", justificou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, à Agência Brasil.

Ele disse que na mesma edição do Diário Oficial da União em que será publicado o reajuste do mínimo será divulgado também o aumento concedido aos aposentados. Apesar de ainda não haver acordo com as entidades de classe, o aumento real será em torno de 2,5%.