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Com grau de investimento, Bovespa fecha na máxima histórica

Fonte: Reuters News

A entrada do Brasil no tão esperado clube de nações com baixo grau de risco de investimento levou a Bolsa de Valores de São Paulo à maior alta diária desde outubro de 2002.

Com uma disparada de 6,33%, o Ibovespa atingiu os 67.868 pontos, cravando nova máxima histórica de fechamento e encerrando abril com ganho de 11,3%, o melhor desempenho mensal desde janeiro de 2006. O giro financeiro foi de R$ 9,7 bilhões.

O estopim para a onda de compras foi o anúncio da agência Standard & Poors que elevou a nota atribuída à dívida de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil para "BBB-", o primeiro nível da faixa de grau de investimento.

"A medida deve reforçar o fluxo positivo de recursos para o país e baratear as captações externas de empresas brasileiras", disse Zeina Latif, economista-chefe do ABN Amro Real.

A notícia intensificou o movimento de uma sessão que já era positiva, em meio a uma fila de indicadores positivos da economia dos Estados Unidos, incluindo o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre e da atividade econômica, que fizeram o índice Dow Jones fechar quase estável, mas garantindo o melhor mês em um ano.

Na bolsa paulista, as ações de empresas que haviam divulgado resultados animadores do primeiro trimestre, que já vinham liderando os ganhos, tomaram impulso adicional e fecharam com avanço de dois dígitos.

Entre elas, estavam as ações ordinárias da Lojas Renner, que avançaram 14%, para R$ 39,20. Ficaram atrás das ações ordinárias da construtora Cyrela, com salto de 15,7%, a R$ 27,73.

Dentre os papéis mais líquidos, os preferenciais da Vale subiram 5,1%, a R$ 53,59. Até as preferenciais da Petrobras , que passaram o dia inteiro no vermelho, reverteram, para fechar com avanço de 3,2%, a R$ 42,20.