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Cartão corporativo é opção a mais para pagamentos da firma

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Recurso cobra juros e deve ser usado com cuidado

NATALIE CATUOGNO CONSANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Micro e pequenas empresas começam a mostrar interesse pelos cartões de crédito empresariais, em substituição a outros meios de pagamento.

Na bandeira Mastercard, o crescimento do cartão corporativo já supera o do cartão para pessoa física, segundo a vice-presidente de produtos comerciais, Regina Rocha. Em bancos como Bradesco e Real, a procura cresce mais de 40% ao ano.

O interesse das pequenas firmas pelo instrumento, no entanto, ainda é recente. Segundo estudo realizado no ano passado pela Visa e pela Nielsen, a penetração desse meio de pagamento entre as micro e as pequenas é de apenas 2%.

Para o gerente da assessoria de acesso a serviços financeiros do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Fabio Lacerda, o cartão enfrenta resistência porque o empresário teme perder o controle das finanças -especialmente com cartões de funcionários.

Mas há maneiras de manter a parcimônia. Na maioria dos bancos, é possível definir um teto de gastos para cada cartão ou limitar seu uso a uma loja.

Compras de emergência

O cartão é também um meio de separar as compras pessoais dos sócios das contas da firma.

É o caso do empresário Ricardo Barros, dono de uma pizzaria com duas lojas em São Paulo e diretor da Pizzarias Unidas, associação do setor. Para separar as contas, ele e o sócio adotaram cartões corporativos para ambos e para os dois gerentes.

"As compras de emergência são comuns nessas firmas. É possível repor um produto sem prejudicar o fluxo de caixa", aponta Lacerda. Os bancos oferecem até 40 dias entre a primeira compra do mês e o vencimento da fatura.

No entanto, a empresa deve tomar alguns cuidados. O ideal, diz Lacerda, é sempre liquidar a fatura integralmente. Quando se paga apenas parte da conta, o cliente pode enfrentar juros que chegam a 9,85% ao mês.

"Esse tipo de cartão não deve ser usado para a empresa se financiar", completa o diretor de pequenas e médias empresas do HSBC, Daniel Zabloski.
Não há limite no número de cartões que uma empresa pode pedir, mas cobra-se por cartão emitido. A anuidade varia e pode chegar a R$ 80.
 

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