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Carga tributária elevada é um freio no crescimento, afirma presidente da Abrasca

Publicado em:

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Antonio Castro, disse hoje (22) que a elevada carga tributária brasileira “é um freio no crescimento”. Segundo ele, a redução da carga tributária tem que ser a preocupação maior. “É o que falta ao Brasil para crescer com mais competição”, disse.

Para Antonio Castro, o crescimento do investimento tenderia a ser favorecido se houvesse mais disponibilidade de recursos para o setor privado, “principalmente quando a gente sabe que a parcela dos gastos do setor público que vai para investimentos é muito pequena”.

Segundo ele, a opinião geral é que o Brasil deveria ter mais de 20% do seu Produto Interno Bruto (PIB – soma das riquezas produzidas no país), absorvidos por investimentos.

O presidente da Abrasca também falou sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que ontem (21) reduziu em um ponto percentual a taxa básica de juros Selic. “Deveria ser o início de uma série de [reduções], porque a taxa real que a gente ainda está vendo é superior a 7%”. A tendência, segundo ele, é que os juros reais atinjam um patamar não superior a 6%.

Castro avaliou que a taxa Selic, que passou de 13,75% ao ano para 12,75% ao ano, deverá ficar em torno de 11% a 11,5% até o final de 2009. Ele afirmou que seria desejável que houvesse também redução dos spreads bancários (diferença entre os custos de captação das instituições financeiras e taxa final cobrada para o tomador dos empréstimos bancários). “As taxas de empréstimos anunciadas, à exceção dos bancos oficiais, têm tido, na realidade, uma redução numa proporção menor”, disse.

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