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Brasil vai parar de gastar mais do que arrecada até 2010, diz Mantega

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (30) que, até o final do governo Lula, o país já não estará gastando mais do que arrecada, zerando assim o déficit nominal nas contas públicas, diferença entre arrecadação e gasto do governo, incluído o pagamento dos juros da dívida.

Após reunião ministerial na Granja do Torto, a segunda do atual governo, o ministro chamou a atenção para os resultados fiscais do setor público em junho, que registrou o menor déficit nominal da história, segundo ele: 2,08%, contra 3,3% no mesmo mês do ano passado.

Para Mantega, a turbulência financeira provocada pela crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos terá pouca influência sobre a economia brasileira. Ele destacou que o saldo de capitais se manteve positivo nas últimas três semanas. “Nesse período, saíram muitos capitais do Brasil, mas os recursos que entraram superaram as retiradas”.

O déficit nominal zero era uma proposta do candidato Geraldo Alckmin durante a campanha presidencial do ano passado. Seu programa de governo apontava a falta de investimento como o principal motivo para a economia brasileira crescer menos que a média mundial e defendia a redução de despesas correntes.

Movimentos sociais, no entanto, preocupam-se com os critérios utilizados para cortar gastos. No início do segundo mandato de Lula, o Fórum Brasil de Orçamento (FBO), rede fomada por 54 organizações da sociedade civil, enviaram uma carta ao presidente pedindo transparência na execução do Orçamento.

O ministro afirmou que o Brasil caminha para um novo modelo de desenvolvimento, baseado no crescimento sustentável, e está registrando “crescimento vigoroso” da economia, com distribuição de renda e redução da pobreza. O Produto Interno Bruto (cresceu) 3,7% em 2006, pela nova metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As previsões para este ano têm variado de 4,3% a 5%.

Segundo ele, o atual desempenho da economia brasileira pode ser explicado pelo aumento do poder de consumo da população, provocado pelo crescimento do emprego e da renda, além das medidas que facilitaram a obtenção de crédito. “Em quatro anos, o total de créditos concedidos no Brasil triplicou”.

Mantega disse ainda que os programas sociais do governo também são responsáveis pelo aumento de consumo interno, que registra crescimento de 13% ao ano, segundo ele.

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