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Brasil fecha acordo de US$ 30 bi com BC dos EUA para combater crise

Folha Online

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central do Brasil e o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) anunciaram hoje o estabelecimento de uma linha de "swap" (troca) de dólares americanos por reais no valor de US$ 30 bilhões.

Segundo o BC, essa linha será utilizada para incrementar os fundos disponíveis para as operações em dólares feitas pelo BC no Brasil. Isso inclui os leilões de dólares realizados por aqui. A linha é válida até 30 de abril de 2009.

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"Este acordo é parte da estratégia de atuação do BC no combate aos efeitos da turbulência financeira internacional sobre a economia brasileira e evidencia a importância da estreita cooperação entre autoridades monetárias na atual conjuntura internacional", diz o BC do Brasil em nota. "A participação do BC nesse acordo contribuirá para preservar o Sistema Financeiro Nacional das restrições de liquidez no mercado financeiro internacional."

O Fed, por sua vez, indicou que a disponibilização da linha de crédito "é uma resposta às grandes preocupações com a crise financeira global, que se expandiu para as economias emergentes de mercado".

"Estas linhas de crédito, da mesma forma que aquelas estabelecidas com outros bancos centrais, têm como objetivo aumentar as condições de liquidez nos mercados financeiros mundiais e mitigar a ampliação das dificuldades para comprar em dólar americano, financiando economias fundamentalmente saudáveis e bem administradas", diz o Fed.

Rede global

O anúncio de hoje inclui também o BC de Cingapura, o Banco da Coréia e o Banco do México, em montantes e prazos iguais.

O BC informou que "estes bancos centrais, de economias emergentes com políticas econômicas responsáveis e importância sistêmica", vão se juntar a uma rede global de "swaps" de moedas.

Já fazem parte dessa rede os BCs da Austrália, Canadá, zona do euro, Dinamarca, Inglaterra, Noruega, Nova Zelândia, Suécia, Suíça e o próprio Fed.

"O BC tomará as medidas regulamentares e operacionais necessárias para a implementação desta iniciativa, observando-se os limites e condições a serem estabelecidos pelo CMN [Conselho Monetário Nacional]", disse a nota.