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Aumento real do mínimo ficará em 12%, diz Dieese

Na mais recente pesquisa da cesta básica, calculada em 16 capitais brasileiras, o Dieese projetou que o salário mínimo deveria ser de R$ 1.607,11 para suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família.

São Paulo – O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calculou que o aumento real do salário mínimo deverá ser de 12,07% no dia 1º de abril, data anunciada ontem pelo governo federal para promover o reajuste aos trabalhadores, de R$ 300 para R$ 350 (16,67%). O ganho real é um pouco menor que o estimado pelo Ministério do Trabalho, de 13%, mas ainda assim será o mais expressivo do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto a Pasta do governo federal levou em conta a inflação de 5,69%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para todo o ano de 2005, o Dieese utilizou uma projeção de 4,1% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – mais usado nas negociações para corrigir os salários – acumulado entre o período de 1º de maio do ano passado até o dia 31 de março de 2006. Ainda assim, o aumento real é superior aos verificados em 2003 (1,23%), no ano seguinte (1,19%) e em 2005, quando foi estimado pelo Dieese em 8,23%.

Impactos positivos
Entre os impactos positivos analisados, a instituição destacou que 39,9 milhões de pessoas serão beneficiadas e que o aumento trará um incremento de R$ 25,4 bilhões de renda na economia, com um valor de R$ 6,3 bilhões a ser adicionado na arrecadação tributária.

O Dieese estimou ainda que, em abril, o salário mínimo terá um poder de compra equivalente a 1,91 cestas básicas ante 1,59 cestas do levantamento de maio de 2005. Na série histórica da relação entre as médias do salário mínimo anual e da cesta básica calculada pela instituição, o índice é o maior desde 1979.

Cesta básica
Na mais recente pesquisa da cesta básica, calculada em 16 capitais brasileiras, o Dieese projetou que o salário mínimo deveria ser de R$ 1.607,11 para suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Na ocasião, a instituição levou em conta o salário vigente de R$ 300 e a cesta básica mais cara do País no último mês de 2005, de R$ 191,30, verificada em Porto Alegre.

Flavio Leonel