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Após de interrupção, Bovespa volta a despencar mais de 11%

UOL ECONOMIA

Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que interrompeu os negócios às 14h25 por ter registrado queda de 10% no seu principal índice de ações, voltou a funcionar.
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Por volta de 15h05, o Ibovespa, principal índice de referência das ações brasileiras, despencava 11,27%, a 37.243,39 pontos (acompanhe o desempenho da
Bovespa em gráfico em tempo real).

O dólar comercial disparava 4,2%, a R$ 2,183 na venda (veja quadro com a cotação do dólar atualizada). A moeda americana avançava mesmo depois de o Banco Central ter realizado dois leilões.

É a quinta vez em 17 dias que é acionado o sistema de parada dos negócios na Bovespa, chamado de "circuit breaker". Num dos dias, houve duas paradas.

Sempre que o Ibovespa, principal índice do mercado brasileiro de ações, cai mais de 10%, é acionado o "circuit braker", mecanismo que suspende os negócios automaticamente por meia hora. Se, depois disso, a Bolsa continua caindo e supera os 15% de perdas, o pregão é interrompido novamente, mas um tempo maior, de uma hora.

A desconfiança sobre a saúde da economia dos Estados Unidos – e, conseqüentemente, de outros países – aumentou depois que a presidente da unidade de San Francisco do Federal Reserve (banco central americano), Janet Yellen, afirmou que seu país entrou em uma recessão.

Ela considera que não houve "nenhum crescimento" econômico no terceiro trimestre e que deve ocorrer uma contração nos últimos três meses do ano.

"É o início do fim da crise financeira, mas mais além está se revelando a recessão global", disse Emmanuel Morano, diretor de administração de ativos na La Francaise des Placements, em Paris.

"Os temores de uma recessão global são justificados e têm sido precificados muito rapidamente. Os valores de mercado das empresas no setor de matérias-primas são apocalípticos."

Também contribuiu para aumentar as preocupações a informação de que as vendas no comércio varejista dos Estados Unidos encolheram 1,2% em setembro no confronto com um mês antes.

Mais ajuda
Depois dos pacotes anunciados pelos governos dos Estados Unidos e de países da Europa para socorrer o sistema financeiro, governos asiáticos decidiram, nesta quarta-feira, criar um
fundo conjunto para lidar com a crise. Japão, China e Coréia do Sul participam do acordo.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, defenderam uma reforma do sistema financeiro global.

(Com informações de AFP, Efe e Reuters)